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Conhece a Ti Mesmo

“Antes tarde do que nunca.”
– Provérbio Grego • “Κάλλιο αργά, παρά ποτέ.”
“O homem é por natureza um animal político.”
– Aristóteles • Livro I, 1253.a2
“Educai as crianças e não será preciso punir os homens.”
– Pitágoras, filósofo e matemático grego.
– Citado em “Prevenção e repressão da criminalidade” – página 130, Orlando Soares – Livraria Freitas Bastos,1983 – 179 páginas
Templo de Apolo em Delfos
Conhece a ti mesmo
É uma das máximas délficas e foi inscrita no pronau (pátio) do Templo de Apolo em Delfos de acordo com o escritor Pausânias (10.24.1).[2]
Em latim a frase, “conhece a ti mesmo”, é geralmente dada como Nosce te ipsum[3] ou temet nosce.[4]
O aforismo tem sido atribuído a diferentes antigos sábios gregos:
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- Misão de Quene[9]
As ruínas do Templo de Apolo hoje visíveis datam do século IV a. C., e são de um edifício dórico peripteral.
Foi erguido por Espíntaro, Xenodoros e Agathon nos restos de um templo anterior, datado do século VI a. C., que por sua vez foi erguido no local de uma construção do século VII a. C. atribuída aos arquitetos Trofônio e Agamedes.[1]
“A admiração é o sentimento de um filósofo,
e a filosofia começa pela admiração.”
– Sócrates, em Teeteto 150c, de Platão
Templo de Apolo em Delfos
“A esperança é o único bem comum a todos os homens;
aqueles que nada mais têm ainda a possuem.”
– Tales de Mileto como citado in: Rosa Dourada
– Página 14, Rosângela Isabel Teixeira Coelho Dos Santos – 2006
Sabedoria
O termo encontra definições distintas conforme a ótica filosófica, teológica ou psicológica.
No sentido comum, a sabedoria é a qualidade que dá sensatez, prudência, moderação à pessoa, ao passo em que para a religião é o “conhecimento inspirado nas coisas divinas e humanas“.[1]
A sabedoria está associada a atributos como juízo sem viés, compaixão, autoconhecimento experiencial, autotranscendência e não apego,[4] e a virtudes como ética e benevolência.[5][6]
“Prefiro uma gota de sabedoria, a toneladas de riqueza.”
– citado em “Dicionário de pensamentos: máximas, aforismos, paradoxos, provérbios, etc …”
– Página 438, de Folco Masucci – Ed. Leia, 1968, 6a. ed. – 685 páginas
Sabedoria do grego “sophia” (σοφία), é o que detém o “sábio” (em grego “sophos” (σοφός));
Sapiência ou sagacidade. Condição de quem tem conhecimento, erudição. O equivalente em grego “sofia”, é o termo que equivale ao saber; O termo encontra definições distintas conforme a ótica filosófica, teológica ou psicológica.
FONTES
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Estudantes promovem gincana para aumentar a doação de sangue

Alunos do Colégio Marista Glória, localizado em São Paulo, realizam a campanha de 1º a 19 de junho
Como forma de incentivo à solidariedade para este ato que salva vidas, alunos do Colégio Marista Glória, localizado na Zona Central de São Paulo (SP), estão promovendo de 1º a 19 de junho, uma campanha de doação de sangue.
FONTE: CPP CENTRAL
A iniciativa é do Núcleo de Pastoral do Colégio e faz parte da programação do Festival Champagnat, um tradicional evento Marista, que promove atividades esportivas, culturais e sociais, com ênfase na fraternidade e na solidariedade, e tem a mecânica de uma gincana, contando pontos para as turmas que mais doarem.
Além dos alunos, voluntários de toda a sociedade podem participar doando sangue em qualquer instituição, apadrinhando uma turma e mandando para o Colégio Marista Glória a indicação da equipe escolhida, o comprovante da doação.
Esse contato deve ser feito pelo e-mail ► gloria-pastoral@colegiosmaristas.com.br.
Para doar é preciso:
• Estar em boas condições de saúde;
• Ter entre 16 e 69 anos (menores, a partir dos 16 anos podem doar acompanhados de um dos pais ou responsável legal; maiores de 65 anos só podem doar se já doaram antes dos 60 anos);
• Pesar mais de 50 kg;
• Estar descansado (ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas);
• Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa duas horas antes da doação);
• Portar documento oficial com foto (obrigatório);
Alguns locais indicados para a doação / Banco de Sangue de São Paulo
- Unidade Paraíso (Nova Unidade Brigadeiro)
Rua Tomás Carvalhal, 711 – Paraíso
Atendimento: Segunda a sexta, das 08h às 17h, e sábado, das 08h às 16h. Contato: (11) 3373-2050 | (11) 3373-2000
Estacionamento grátis durante a doação no Matsubara Hotel (Conveniado): R. Tomás Carvalhal, 480
- Unidade Hospital Edmundo Vasconcelos
Rua Borges Lagoa, 1450 – Vila Clementino
Atendimento: Segunda a sábado, das 08h ao 12h. Contato: (11) 5080-4435
Estacionamento grátis no local.
- Colsan Sociedade Beneficente Coleta Sangue (11 postos de coleta) Telefone: (11) 5055-1250
- Fundação Pró-Sangue – Hemocentro de São Paulo
Posto Clínicas: Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155, 1º andar – Cerqueira César – São Paulo
Posto Dante Pazzanese: Av. Dr. Dante Pazzanese, 500 – Ibirapuera – São Paulo. Telefone: 0800 55 0300
- Banco de Sangue Paulista
Unidade Central – Vila Nova Conceição: R. Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 46 – 5º, 14º, e 15º Andares – Vila Nova Conceição
Telefone: (11) 3048-8969 (tronco).
- Instituto Hospital Oswaldo Cruz – banco de sangue hemoterapia
Rua Treze de Maio, 1815 e Rua João Julião, 331. Paraiso – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3286-7372

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No Coração do Sertão

“As pessoas não morrem, ficam encantadas.”
– Guimarães Rosa
Guimarães Rosa
João Guimarães Rosa
(Cordisburgo, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967)
escritor, médico e diplomata
Foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos, além de ser o segundo marido de Aracy de Carvalho Guimarães Rosa[1], conhecida como “Anjo de Hamburgo”.
Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro.
“O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita.”
– Guimarães Rosa
A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais que, somados à erudição do autor, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas[3].
BIOGRAFIA e CITAÇÕES
Foi o primeiro dos seis filhos de Florduardo Pinto Rosa (“Flor”) e de Francisca Guimarães Rosa (“Chiquitita”).
Começou ainda criança a estudar diversos idiomas, iniciando pelo francês quando ainda não tinha 7 anos, como se pode verificar neste trecho de entrevista concedido a uma prima, anos mais tarde:
“Saudade é ser, depois de ter.”
– Guimarães Rosa
Eu falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras.
Mas tudo mal.
E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração.
“A colheita é comum, mas o capinar é sozinho.”
– Guimarães Rosa
Ainda pequeno, mudou-se para a casa dos avós, em Belo Horizonte, onde concluiu o curso primário. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del-Rei, mas logo retornou a Belo Horizonte, onde se formou. Em 1925 matriculou-se na então “Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais”, com apenas 16 anos[3].
Em 27 de junho de 1930 casou-se com Lígia Cabral Pena, de apenas 16 anos, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes.
Ainda nesse ano se formou e passou a exercer a profissão em Itaguara, então município de Itaúna (MG), onde permaneceu cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter contato com os elementos do sertão que serviram de referência e inspiração a sua obra[4].
“Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.”
– Guimarães Rosa
De volta de Itaguara, Guimarães Rosa serviu como médico voluntário da Força Pública (atual Polícia Militar), durante a Revolução Constitucionalista de 1932, indo para o setor do Túnel em Passa-Quatro (MG) onde tomou contato com o futuro presidente Juscelino Kubitschek, naquela ocasião o médico-chefe do Hospital de Sangue.
Posteriormente, entrou para o quadro da Força Pública, por concurso.
Em 1933 foi para Barbacena na qualidade de Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria. Aprovado em concurso para o Itamaraty, passou alguns anos de sua vida como diplomata na Europa e na América Latina[2].
No início da carreira diplomática, exerceu, como primeira função no exterior, o cargo de Cônsul-adjunto do Brasil em Hamburgo, na Alemanha, de 1938 a 1942.
No contexto da Segunda Guerra Mundial, para auxiliar judeus a fugir para o Brasil, emitiu, ao lado da segunda esposa, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, mais vistos do que as cotas legalmente estipuladas, tendo, por essa ação humanitária e de coragem, ganhado, no pós- Guerra, o reconhecimento do Estado de Israel.

Guimarães Rosa (João) ao lado da segunda esposa, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa (Ara). Aracy é a única mulher homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, no Yad Vashem que é o memorial oficial de Israel para lembrar as vítimas judaicas do Holocausto.
No Brasil, em sua segunda candidatura para a Academia Brasileira de Letras, foi eleito por unanimidade (1963).
Temendo ser tomado por uma forte emoção, adiou a cerimônia de posse por quatro anos. Em seu discurso, quando enfim decidiu assumir a cadeira da Academia, em 1967, chegou a afirmar, em tom de despedida, como se soubesse o que se passaria ao entardecer do domingo seguinte: “…a gente morre é para provar que viveu.”[5]
Faleceu três dias mais tarde na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de novembro.
Seu laudo médico atestou um infarto, porém sua morte permanece um mistério inexplicável, sobretudo por estar previamente anunciada em sua obra mais marcante — Grande Sertão: Veredas —, romance qualificado por Rosa como uma “autobiografia irracional”[4].
Talvez a explicação esteja na própria travessia simbólica do rio e do sertão de Riobaldo, ou no amor inexplicável por Diadorim, maravilhoso demais e terrível demais, beleza e medo ao mesmo tempo, ser e não-ser, verdade e mentira, estar e não estar.
Diadorim-Mediador, a alma que se perde na consumação do pacto com a linguagem e a poesia.
Riobaldo (Rosa-IO-bardo), o poeta-guerreiro que, em estado de transe, dá à luz obras-primas da literatura universal.
Biografia e ficção se fundem e se confundem nas páginas enigmáticas de João Guimarães Rosa, desaparecido prematuramente aos 59 anos de idade, no ápice de sua carreira literária e diplomática[2].
Foi sepultado no panteão da Academia Brasileira de Letras no Cemitério de São João Batista na cidade do Rio de Janeiro.
Citações e Fontes
– citado em “Relembramentos, João Guimarães Rosa, meu pai: João Guimarães Rosa, meu pai” – Página 27, de Vilma Guimarães Rosa – Publicado por Nova Fronteira, 1983 – 457 páginas
- “Saudade é ser, depois de ter.”
– citado em “Rosiana: uma coletânea de conceitos, máximas e brocardos de João Guimarães Rosa” – Página 68, de João Guimarães Rosa, Paulo Rónai – Publicado por Salamandra, 1983 – 93 páginas
- “O amor é sede depois de se ter bem bebido.”
– Noites do sertão: “Corpo de Baile” – Página 61, de João Guimarães Rosa – Publicado por J. Olympio, 1965 – 251 páginas
- “Esperar é reconhecer-se incompleto.”
– Tutaméia: terceiras estórias – Página 38, de João Guimarães Rosa – Publicado por Livraria J. Olympio, 1969 – 201 páginas
- “Infelicidade é questão de prefixo.”
– Tutaméia: terceiras estórias – Página 76, de João Guimarães Rosa – Publicado por Livraria J. Olympio, 1969 – 201 páginas
- “Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muitos vivazes e claros, mas nas profundezas são tranquilos e escuros como o sofrimento dos homens.”
– entrevista a Giinter Lorenz, em janeiro de 1965, citado em “Uma cantiga de se fechar os olhos –“: mito e música em Guimarães Rosa – Página 74, de Gabriela Reinaldo – Publicado por Annablume, 2005 ISBN 8574195693, 9788574195698 – 239 páginas
Grande Sertão Veredas
- “Mas quem é que sabe como? Viver… o senhor já sabe: viver é etcétera…”
– Grande sertão: veredas – Página 90, de João Guimarães Rosa – Publicado por J. Olympio, 1958 – 571 páginas
- “Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa”.
– Grande sertão: veredas – Página 16, de João Guimarães Rosa – Publicado por J. Olympio, 1958 – 571 páginas
- “A colheita é comum, mas o capinar é sozinho.”
– Grande sertão: veredas – Página 57, de João Guimarães Rosa – Publicado por J. Olympio, 1958 – 571 páginas
- “Eu eu? Eu eu?”
– Grande sertão: veredas – Página 82, de João Guimarães Rosa – Publicado por J. Olympio, 1958 – 571 páginas
- “A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimentos, uns com os outros acho que nem se mistura.”
– Grande sertão: veredas – Página 114, de João Guimarães Rosa – Publicado por Editora Nova Fronteira, 2005 – 624 páginas
- ” Mire veja: sabe por que é que eu não purgo remorso? Acho que o que não deixa é a minha boa memória. A luzinha dos santos-arrependidos se acende é no escuro.”
– Grande sertão: veredas – Página 160, de João Guimarães Rosa – Publicado por Editora Nova Fronteira, 2005 – 624 páginas
- “Como é que posso com este mundo? A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo do macio do meio do fel do desespero. Ao que, este mundo é muito misturado…”
– Grande sertão: veredas – Página 237, de João Guimarães Rosa – Publicado por Editora Nova Fronteira, 2005 – 624 páginas
- “O que tivesse de ser, somente sendo. Não era nem o Hermógenes, era um estado de lei, nem dele não era, eu cumpria, todos cumpriam.”
– Grande sertão: veredas – Página 225, de João Guimarães Rosa – Publicado por Editora Nova Fronteira, 2005 – 624 páginas
- “Ao que naquele tempo, eu não sabia pensar com poder. Aprendendo eu estava? Não sabia pensar com poder – por isso matava.”
– Grande sertão: veredas – Página 362, de João Guimarães Rosa – Publicado por Editora Nova Fronteira, 2005 – 624 páginas
- “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”
- “As pessoas não morrem, ficam encantadas.”
- “Passarinho que se debruça – o voo já está pronto!”
- “Pão ou pães é questão de opiniães.”
- “Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça dos demais. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é.”
- “Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total.”
- “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.”
- “Que Deus existe, sim, devagarinho, depressa. Ele existe – mas quase só por intermédio da ação das pessoas: de bons e maus. Coisas imensas no mundo. O grande-sertão é a forte arma. Deus é um gatilho?”
- “”Vida” é noção que a gente completa seguida assim, mas só por lei duma idéia falsa. Cada dia é um dia.”
- “O senhor não esteve lá. O senhor não escutou, em cada anoitecer, a lugúmem do canto da mãe-da-lua. O senhor não pode estabelecer em sua ideia a minha tristeza quinhoã. Até os pássaros, consoante os lugares, vão sendo muito diferentes. Ou são os tempos, travessia da gente?”
- “Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.”
- “Viver é negócio muito perigoso.”
- “Raiva tampa o espaço do mêdo, assim como do mêdo raiva vem.”
- “Conto o que fui e vi, no levantar do dia. Auroras.”
Manuelzão e Miguilim
- “Miguilim, Miguilim, vou ensinar o que agorinha eu sei, demais: é que a gente pode ficar sempre alegre, alegre, mesmo com toda coisa ruim que acontece acontecendo. A gente deve de poder ficar então mais alegre, mais alegre, por dentro!”
- “- Dito, eu às vezes tenho uma saudade de uma coisa que eu não sei o que é, nem de donde, me afrontando…”
- “E Miguilim mesmo se achava diferente de todos. Ao vago, dava a mesma idéia de uma vez, em que, muito pequeno, tinha dormido de dia, fora de seu costume – quando acordou, sentiu o existir do mundo em hora estranha, e perguntou assustado: – ‘Uai, Mãe, hoje já é amanhã?!’”
- “Um dia, tempos, Tio Terêz o levara à beira da mata, ia tirar taquaras. A gente fazia um feixe e carregava. ‘- Miguilim, este feixinho está muito pesado para você?’. ‘- Tio Terêz, está não. Se a gente puder ir devagarinho como precisa, e ninguém não gritar com a gente para ir depressa demais, então eu acho que nunca que é pesado…’ “
A Terceira Margem do Rio
- “Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rioa dentro — o rio.”
Sobre
- “Ele é um ícone da língua portuguesa, inventa o idioma ao mesmo tempo que constrói seus personagens. Não cheguei a ter dúvidas. Ela faz parte da minha vida pessoal. Guimarães Rosa é um profundo conhecedor da alma humana e o livro tem um diálogo com a morte, a coragem, os desejos. Algo que te dá mais intimidade contigo mesmo”
–Lessa, sobre Grande Sertão: Veredas. http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/leimprensa.php? id=70133
Atribuídas
– citado em “Guimarães Rosa” – página 89, Eduardo de Faria Coutinho – Civilização Brasileira, 1983 – 579 páginas– entrevista a Gúnther W. Lorenz como citado in: Caderno de fogo: ensaios sobre poesia e ficção – Página 60, Carlos Nejar – Escrituras Editora, 2000, ISBN 858630378X, 9788586303784, 135 páginas
Veja também
- Grande Sertão: Veredas (livro, 1956)
- O Diálogo de João Evangelista e João Guimarães Rosa: o Encontro do Evangelho com a Literatura – Minicurso do Centro Loyola de Fé e Cultura / PUC-Rio em NOV/2010 (em português)
- 24 Cartas de João Guimarães Rosa a Antonio Azeredo da Silveira (em português)
Referências
Guimarães Rosa
Nascimento 27 de junho de 1908
Cordisburgo,
Minas GeraisMorte 19 de novembro de 1967 (59 anos)
Rio de Janeiro,
GuanabaraNacionalidade
brasileiroAlma mater Universidade Federal de Minas Gerais Ocupação Escritor, médico, diplomata Prémios Prêmio Machado de Assis 1961
Prêmio Jabuti 1993Gênero literário Romance, conto Prosa Movimento literário Modernismo Magnum opus Grande Sertão: Veredas ARTIGO
O Amor, segundo Guimarães Rosa
Revista Época – Eliane Brum (Setembro de 2008)
João Guimarães Rosa escreveu 107 cartas e 44 cartões-postais, bilhetes e telegramas para a grande companheira de sua vida, Aracy Moebius de Carvalho. A pesquisa deste acervo, que se estende de 24 de agosto de 1938 a 18 de agosto de 1960, é realizada por duas estudiosas da obra do escritor, Neuma Cavalcante, da Universidade Federal do Ceará, e Elza Miné, da Universidade de São Paulo. Elas preparam uma biografia de Aracy, que deverá ser lançada ainda no centenário de seu nascimento, que se encerra em 20 de abril.
A correspondência amorosa revela a presença central de Aracy nas várias dimensões da vida do escritor. As cartas contêm paixão, mas também muita cumplicidade. Nos 30 anos em que Rosa viveu com Aracy, ele produziu toda a sua obra literária. Confira trechos inéditos de cartas de amor de “Joãozinho” para “Ara”:
Romance com pitadas de humor:
“Amor adorado, Felicidade da minha vida!
Nem era preciso que você me falasse nisso de passar o meu aniversário aqui, junto do amor da minha Ara e dos olhos bonitos da minha Duselita! Acho absurdo o que você escreveu. Nem a presença da Greta Garbo, do Presidente Roosevelt, de Wally Windsor, de Rothschild, de Maurice Chevalier, de Getúlio Vargas, de Inge List, de Litsi Waldmüller, da Baronesa de Scharfenstein, do Papa Pio XI, da Zara Leander, do Delegado do Tesouro em Londres, de Yenny Yugo, de Hermann Göring, de Beata, de Miss Universo-1939, de Stalin, do Diretor da Fábrica Mercedes-Benz, de Einstein, de Cilly Feindt, de La Jana (ou Yana?), do Imperador Hirohito, de Norma Shearer, do Xá da Pérsia, das 5 irmãs Dionne, do General von Brauchitsch, de Mattos Pimentel, das 3 irmãs Kotanyi, de NINGUÉM (!) poderá ser comparado à presença do meu amor. Beijo os dedinhos dos teus pés“.
“Dr. J. Guimarães Rosa Médico
Para a Ara:
Uso int.Solução concentrada de amor – 5,0grs.
Extracto fluido de paciência – 30 gotas
Tintura de espírito de justiça – 2,0grs.
Hydrolato de calma suave -q.s.para 150c.c.
Te. 1 colher das de sopa, de 2/2 horas, durante 3 meses“.“Comi ‘tagliatelli’, como comíamos no Ferrari, e pensei na Ara o tempo todo… O pior é que tomei vinho, não graduei bem a dose, e voltei logo para o hotel, dormindo cedo. No fundo, predomina em mim o natural caseiro, de ‘gatão’, como dizes, e sou quem menos se diverte, à noite. Gostaria de ver mais coisas, para poder depois contar-te, mas o Joãozinho teu é sempre o mesmo Joãozinho…” ( Paris – 20/09/1946)
Amor e literatura:
“Espero que, ao regressares, já encontrarás o nosso Sagarana a tua espera (…) quando vires coisas interessantes ou pitorescas, vai tomando notas, que podem servir para algum próximo livro.” (Rio de Janeiro, 28/02/1946)“Não me descrevas os belos passeios a cavalo que fizeres, deixando para contar e recontar tudo depois, quando voltares, e aos poucos, como sabes que aprecio. Podes, isso sim, é tomar notas interessantes, pois tens memoriazinha vagabundinha, e eu não quero perder detalhe, a aproveitar para outros livros que escreverei.” (08/03/1946)
“Pedir-te-ei pelo menos mais umas duas excursões, diferentes, especialmente para mim: para tomares nota das paisagens, e fornecê-las ao teu maridinho, para o nosso próximo livro (…) Houve demora, quanto ao Sagarana nosso, porque as provas estiveram extraviadas. Mas já voltaram para a gráfica; e, como estavam sem nem um erro, espero que o colosso estará pronto, por ocasião do teu regresso.” (12/03/1946)
“Parece quase certo que vou ganhar o Prêmio da Sociedade Felipe de Oliveira. Segunda-feira, começarei a trabalhar nos outros livros. Sagaranacontinua ribombando, como um nouveau riche. A revista Rio trouxe uma bela nota. Aquele sujeitinho do Cruzeiro, que uma vez escreveu contra, voltou a escrever. Sempre antipático, mas voltando atrás e reconhecendo que o livro foi o melhor do ano. Meus amigos gozaram com esse espetacular recuo público (…) O sujeitinho escreveu só porque o rapaz que faz a seção estava ausente, em férias, e ele aproveitou a folga para meter o bedelho.” (11/01/1947)
“Preciso mais de você do que de aipim e de recortes do Lux-Jornal elogiando Sagarana. É verdade”. (03/02/1947)
Impressões amargas na Europa do Pós-Guerra:
“(…) Chegamos a Berlim às 6 e meia da tarde. Agradeci a Deus que não estivesses comigo, pois a chegada foi uma das cenas mais tristes que já contemplei na vida. Ao baixar o avião, contemplávamos as imensas ruínas, o esqueleto lúgubre da grande capital, com as ruas vazias. (…) Ruas e ruas, quase desertas de povo, quase sem uma casa intacta, num ambiente funéreo, apesar da tarde estar belíssima. Já fora do centro, nas imediações do Wannsee, via-se mais gente, e mais casas preservadas, com moças, velhas, velhos e crianças, transitando. Fomos levados a um ‘Mess Club´ americano, onde ficamos hospedados. A casa, muito bonita, fora do Reichsminister Funk. (…) Imagine, querida, a minha emoção ao entrarmos na casa: vi logo a sala de jantar, com uma orquestra tocando, e o amplo terraço. Senti um baque no coração, ao recordar aquele dia que ali estivemos, e tomamos chá num restaurante bonito: a mim, no primeiro momento, pareceu-me ter sido ali, naquela mesma casa, e nem posso dizer-te o que senti! Logo depois, durante o jantar, eu me sentia sufocado, transtornado, presa de angustiosa pressão emotiva. Recordava, isto é, queria recordar, em poucos minutos, os quatro anos que vivemos naquele país; e tudo era tristeza e saudade. Perguntei ao garçon se os músicos eram alemães e se podiam tocar música alemã, em vez dos tangos argentinos com que estavam nos mimoseando. (…) encomendei um pequeno programa: Lili Marleen, Muenchen steht ein Hofbrauhaus, Sag’beim Abschied leise Servus, e outras. A saudade de ti ainda foi mais forte, ao escutar aquela canção: ´Auf der Reeperbahn um halb eins…´ nem saberia dizer-te tudo o que andou, então, no meu coração e na minha cabeça, querida minha. (…) fui de automóvel, com Luise e o Coronel Lyra percorrer a cidade. Passeio triste, pois Berlim é hoje um espectro de cidade, uma cidade espectral. Quase tudo destruído: toda a Kurfuerstendamm são duas tétricas filas de ruínas; a Embaixada destruída; o consulado, idem; o Éden Hotel, a KDW, o Adlon, o Venezia, tudo, tudo. (…) A Friedrichstrasse, a Wilhelmstrasse, nelas não sobrou casa. Nunca imaginei que pudesse sofrer tanto uma cidade tão grande. Tétrica foi a visita à Reichskarlei, ou ao que dela resta, denegrido, quebrado, incendiado, espedaçado. Enfim, não digo mais, pois seria uma infindável enumeração de ruínas. (A Luise) contou-me horrores, descreveu-me os seus sofrimentos, nos dias terríveis do fim da guerra, e depois. É muita coisa a contar-te, quando estivermos juntos.(…)(Em Berlim) os bondinhos amarelos circulam, mas poucos. Há trens também. A miséria é tremenda. Um cigarro custa 6 marcos, e só no mercado negro. Assim, um cigarro é uma boa gorgeta, 3 cigarros uma gorgeta régia. Há gente transitando, no centro da cidade, pois aqui e ali sempre salvou-se uma casa ou um cômodo entre os escombros. Em geral vêem-se as paredes dos edifícios, destelhados, queimados, medonhos. Hoje em dia, Berlim é a capital da tristeza, das ruínas, dos mistérios. Todos têm um medo horrível dos russos, e julgam-se felizes os que podem morar nos setores inglês, francês ou americano.(…)
Como vês, foi uma excursão triste e deprimente, que me fez pensar muito. Afinal, talvez tenha sido melhor não ter podido ir até Hamburgo, pois a vista das suas ruínas me faria adoecer de tristeza, ao lembrar-me do lindo tempo que ali vivemos juntos, querida minha. (…)
Bem, meu amor, perdoe-me esta carta triste e cheia de coisas feias, mas não podia deixar de narrar-te tudo, desde já. Quando aí chegar, contarei mais coisas, do que vi e ouvi. (…)
Fiquei até com inveja, ao ver o Marinho com a mulherzinha dele: se fosse a minha Ara quem aqui estivesse chegando, Paris passaria a ser realmente, para mim, a mais bela das cidades. Infel
FONTES
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Decreto para adesão à Nova Carreira Docente é publicado

Publicação desta terça-feira (31) estabelece 24 meses para adesão, que é opcional
FONTE: CPP CENTRAL
Foi publicado nesta terça-feira (31) o decreto para adesão à Nova Carreira Docente, que estabelece o salário inicial de R$ 5 mil para professores da rede estadual. O sistema para escolha irá ao ar na quinta-feira (2) e, a partir desta data, os profissionais terão 24 meses para optarem ou não pelo novo modelo.
Os que realizarem a escolha antes do fechamento da folha do mês já receberão o novo valor no pagamento de julho. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) disponibilizou um simulador para que os docentes possam comparar a atual folha de pagamento com a da Nova Carreira.
Tanto o sistema para adesão, quanto o simulador estarão disponíveis na Secretaria Escolar Digital.
CPP é contra Novo Plano de Carreira
Mesmo sob protesto do Centro do Professorado Paulista e demais entidades do magistério, o Novo Plano de Carreira foi aprovado pelos deputados na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em 29 de março. Houve 49 votos favoráveis e apenas um contra.
“A APASE já entrou com duas ações coletivas contra a Lei que instituiu a nova carreira do magistério por ferir vários artigos da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional)”
– Professora Neuza Sampaio, Conselheira e Diretora da Sede Regional Bauru do CPP.
* APASE – Sindicato dos Supervisores do Ensino do Magistério Oficial do Estado de São Paulo.
Entidades que representam o magistério, contudo, apontam que o reajuste em questão não é real e reclamam da exclusão da categoria nas discussões para elaboração do plano. Assinam uma ação coletiva o CPP, o Sindicato dos Supervisores do Ensino do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Apase), o Sindicato de Especialistas de Educação do Estado de São Paulo (Udemo) e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
O CPP alerta que a categoria deixará de receber salário para receber subsídios. E ninguém vai ganhar mais do que R$ 5 mil por mês. A somatória que o governo faz, inclusive, é do valor bruto. Trata-se de uma reforma de toda a carreira do magistério público paulista e dos profissionais da Educação, com profundas alterações e até exclusão de direitos computados ao longo dos anos. Quem está finalizando a carreira será muito prejudicado. E quem está ingressando não irá alcançar o pico quando se aposentar.
Na opinião de Azuaite Martins de França, terceiro vice- presidente do CPP, vereador e presidente da comissão de Educação por São Carlos, a medida destrói a carreira do magistério.
“Os professores devem resistir e não aceitar a Nova Carreira Docente. Vamos juntos lutar por valorização real e salário digno”, afirma.
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A Dama da Literatura Brasileira

“Não acho maravilhoso envelhecer. A gente envelhece na marra, porque não há mesmo outro jeito, já fui a tantas estações de águas, já bebi de tantas fontes – onde a Fonte da Juventude, onde?”
— Lygia Fagundes Telles, em trecho de ‘A disciplina do amor’.
Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes da Silva Telles
nascida Lygia de Azevedo Fagundes
( São Paulo, 19 de abril de 1918 – São Paulo, 3 de abril de 2022)
Também conhecida como “a dama da literatura brasileira” e “a maior escritora brasileira” enquanto viva,[3][4][5] foi uma escritora brasileira, considerada por acadêmicos, críticos e leitores uma das mais importantes e notáveis escritoras brasileiras do século XX e da história da literatura brasileira.
Além de advogada, romancista e contista, Lygia teve grande representação no pós- modernismo, e suas obras retratavam temas clássicos e universais como a morte, o amor, o medo e a loucura, além da fantasia.[6]
“Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos, não tanto por virtude, mas por cálculo. Controlar essa loucura razoável: se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura. O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas. Sem despesas.” — Lygia Fagundes Telles, em trecho de ‘A disciplina do amor’.
Obra das Citações
Lançado em 1980 pela escritora Lygia Fagundes Telles, o livro A disciplina do Amor traz escritos de viagens, lembranças, diários, fragmentos que se juntam em uma parte maior que é entrelaçado pela própria escritora.
Segundo a crítica, Lygia consegue atingir uma maestria de sua criação literária em textos curtos, mesmo sendo a autora premiada de romances como Ciranda de Pedra, Verão no Aquário e As Meninas.
Frase Célebre
“Me leia enquanto estou quente”
— Lygia Fagundes Telles, em entrevista para Clarice Lispector
Falou no sentido de estar viva, e claro, podendo usufruir dos ganhos de suas obras.
FONTES
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Rodrigo Garcia muda secretário de Educação

Titular da Seduc-SP será o diretor do Colégio Bandeirantes, Hubert Alquéres, também filiado ao PSDB
Na noite desta terça-feira (31), o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), anunciou um novo nome para chefiar a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). O cargo será ocupado pelo diretor do tradicional Colégio Bandeirantes e vice-presidente do Conselho Estadual da Educação, Hubert Alquéres.
FONTE: CPP CENTRAL
Até então, a pasta era comandada pela professora Renilda Peres Lima, que assumiu o posto interinamente após Rossieli Soares deixar o cargo, em abril.
De acordo com veículos de imprensa, a troca foi motivada porque Rodrigo Garcia quer ter um secretário com influência política, uma vez que concorrerá à reeleição nas eleições de outubro. Alquéres também é filiado ao PSDB, desde 1989.
Alquéres foi presidente do Conselho Estadual de Educação por quatro mandatos e tem contato próximo com nomes da educação ligados ao PSDB desde o governo Mario Covas.
A área é uma das vitrines em períodos eleitorais.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o governo entende que Renilda tem perfil técnico e não conseguiu imprimir tom político a ações consideradas vantajosas para tucanos, a despeito do descontentamento de profissionais do magistério, como o novo plano de carreira de professores. A expansão de escolas em tempo integral é outra medida que Garcia deve vincular à campanha eleitoral.
A mudança consta no site do Governo do Estado de São Paulo. A nomeação de Alquéres deve ocorrer em edição do Diário Oficial do Estado nos próximos dias.
Além de conselheiro estadual, órgão normativo do sistema educacional público e privado, Hubert Alquéres é membro da Academia Paulista de Educação e vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro.
Fonte: Folha de S. Paulo e Governo de SP
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2.100 Anos Atrás em Roma

“A fome é má conselheira.”
“Malesuada Fames.”
– Livro VI, verso 276

Busto de Virgílio, na entrada de sua tumba, em Nápoles. Virgílio
Públio Virgílio Maro[1] ou Marão (em latim: Publius Vergilius Maro; Andes, 15 de outubro de 70 a.C. — Brundísio, 21 de setembro de 19 a.C.) foi um poeta romano clássico, autor de três grandes obras da literatura latina, as Éclogas (ou Bucólicas), as Geórgicas, e a Eneida.
Uma série de poemas menores, contidos na Appendix vergiliana, são por vezes atribuídos a ele.
“A alma move toda a matéria do mundo.”
“Mens agitat molem.”
– Livro VI, verso 727 (Revista Caras, ed. 674)
Tradução literal: A mente move a matéria.
Virgílio é tradicionalmente considerado um dos maiores poetas de Roma, e expoente da literatura latina.
Sua obra mais conhecida, a Eneida, é considerada o épico nacional da antiga Roma: segue a história de Eneias, refugiado de Troia, que cumpre o seu destino chegando às margens de Itália — na mitologia romana, o ato de fundação de Roma.
“Cada um é arrastado pelo seu prazer.”
“Trahit sua quemque voluptas.”
– Livro II, verso 65
A obra de Virgílio foi uma vigorosa expressão das tradições de uma nação que urgia pela afirmação histórica, saída de um período turbulento de cerca de dez anos, durante os quais as revoluções prevaleceram.
Virgílio teve uma influência ampla e profunda na literatura ocidental, mais notavelmente na Divina Comédia de Dante, em que Virgílio aparece como guia de Dante pelo inferno e purgatório.
“O trabalho perseverante tudo vence.”
“Labor omnia vicit / improbus.”
– Livro I, versos 145–146
FONTES
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Jurídico do CPP explica principais origens que ocasionaram descontos nos holerites

Nessa série de “Cortes da Live”, do dia 19 de maio de 2022, o Dr. Márcio Calheiros do Nascimento, diretor do departamento jurídico do CPP, introduz os problemas mais comuns que podem ter ocasionado os descontos nos holerites de professores aposentados e pensionistas.
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A Arte Venceu o Racismo

“Sofri todos os percalços entendendo, mas não concordando, com o preconceito racial, que foi um trauma na minha vida. Assim, o teatro para mim foi a grande salvação.”
– Milton Gonçalves
Milton Gonçalves
(Monte Santo de Minas, 9 de dezembro de 1933 – Rio de Janeiro, 30 de maio de 2022)
Foi casado com Oda Gonçalves desde 1966, com quem teve três filhos, incluindo o ator Maurício Gonçalves.
Milton começou a carreira em São Paulo. Milton trabalhava como gráfico quando, um dia, depois de assistir à peça A Mão do Macaco, a convite do ator Egídio Écio, saiu maravilhado.
Tratou de entrar logo para um clube de teatro amador, do qual passou para um grupo profissional.
Um novo diretor carioca procurava um ator para fazer um Preto velho na peça Ratos e Homens.
O diretor era Augusto Boal e, o grupo, o Teatro de Arena de São Paulo. “Lá encontrei Gianfrancesco Guarnieri, Flavio Migliaccio, Oduvaldo Viana e tantos outros. Estudavam história do teatro, impostação de voz, postura, filosofia, arte e política.”
Milton escreveu quatro peças, uma delas montada pelo Teatro Experimental do Negro e dirigida por Dalmo Ferreira.
“Ali aprendi tudo o que sei sobre teatro. Foi fundamental para a minha compreensão do mundo.”
Militante do movimento negro, Milton Gonçalves chegou a tentar a carreira política, nos anos 90, ao candidatar-se a governador do estado do Rio de Janeiro, em 1994.[1]
Gonçalves foi também o primeiro brasileiro a apresentar uma categoria na cerimônia de premiação do Emmy Internacional em 2006.

Milton Gonçalves em Chico e Amigos Participou do especial Chico Eterno, que foi uma homenagem ao mestre do humor Chico Anysio, ao lado de Maurício Sherman, Fernanda Montenegro, Nizo Neto, Orlando Drummond, Boni, Quinzinho melhor amigo de Chico.
Esse programa foi gravado através da TV Verdes Mares, afiliada da Rede Globo no Ceará.[2]
Milton Gonçalves
(Monte Santo de Minas, 9 de dezembro de 1933 – Rio de Janeiro, 30 de maio de 2022)
NOTÍCIA DO FALECIMENTO NO G1
Milton Gonçalves, ícone da TV brasileira, morre aos 88 anos
Segundo a família, ator e diretor morreu em casa, por consequências de problemas de saúde decorrentes de um AVC sofrido em 2020.
Conhecido por trabalhos em ‘O bem-amado’, ‘Pecado capital’ e ‘Sinhá Moça’, artista venceu preconceitos e lutou pelo reconhecimento dos negros.
Por Luiz Antônio Costa ► g1 Rio e TV Globo
30/05/2022 – 15h20

Milton Gonçalves na mensagem de fim de ano da Globo, em 1991 — Foto do Acervo TV Globo O ator e diretor Milton Gonçalves, ícone da TV brasileira, morreu no Rio nesta segunda-feira (30), aos 88 anos
Conhecido por trabalhos marcantes em novelas como “O bem- amado” (1973) e as primeiras versões de “Pecado capital” (1975) e “Sinhá Moça” (1986), ele morreu em casa por volta de 12h30, segundo a família, por consequências de problemas de saúde decorrentes de um AVC sofrido em 2020. Na ocasião, o ator ficou três meses internado e precisou de aparelhos para respirar.
O velório acontecerá a partir das 9h30 desta terça-feira (31) no Theatro Municipal, no Centro do Rio.
A cerimônia será aberta ao público. Às 13h, o corpo do ator segue para o Cemitério do Caju, onde será cremado.
Em mais de seis décadas de carreira, Milton Gonçalves também venceu preconceitos e lutou pelo reconhecimento do trabalho dos negros (leia mais abaixo).
Ele integrou, junto com Célia Biar e Milton Carneiro, o primeiro elenco de atores da TV Globo, onde fez mais de 40 novelas.
Estrelou ainda programas humorísticos, minisséries e outras produções de sucesso, como as primeiras versões de “Irmãos Coragem” (1970), “A grande família” (1972) e “Escrava Isaura” (1976).
Também se destacou em “Carga Pesada” (1979) e “Caso verdade” (1982-1986).
No ramake da novela “Sinhá Moça” (2006), repetiu o personagem Pai José que tinha feito na versão original e, desta vez, conseguiu indicação para o prêmio de melhor ator no Emmy Internacional. Na cerimônia, apresentou o prêmio de melhor programa infanto-juvenil ao lado da atriz americana Susan Sarandon. Foi o primeiro brasileiro a apresentar o evento.
Milton Gonçalves interpretou o Eliseu de O TEMPO NÃO PARA, de 2018 — Foto de João Miguel Júnior – Globo
Sua última novela foi “O tempo não para” (2018), no papel de Eliseu, um catador de materiais recicláveis. Depois, esteve na minissérie “Se eu fechar os olhos agora” (2019), inspirada na obra homônima de Edney Silvestre, e interpretou o aposentado Orlando, que com a ajuda da neta se tornava Papai Noel no especial de Natal “Juntos a magia acontece” (2019).
No cinema, Milton Gonçalves estrelou mais de 50 filmes, como “Cinco vezes favela” (1962), “Gimba, presidente dos Valentes” (1963), “A rainha Diaba” (1974), “O beijo da mulher aranha” (1985), “O Que é isso, companheiro?” (1997) e “Carandiru” (2003).
Em nota na qual classificou o ator como “ícone da dramaturgia brasileira”, a TV Globo lembrou: “‘Quem tem fé, voa’, dizia Zelão das Asas, personagem eternizado por Milton Gonçalves em ‘O bem-amado’, de 1973. Em plena ditadura, o talento inconfundível de Milton encarnou a metáfora criada por Dias Gomes em um país que clamava por liberdade”.
Viúvo, Milton Gonçalves deixa três filhos e dois netos.

Milton Gonçalves com o filho Maurício Gonçalves Luta por bons papéis para negros
Filho de Milton Gonçalves, o também ator Maurício Gonçalves lembrou que o pai venceu preconceitos e lutou pelo reconhecimento do trabalho dos negros.
“Esse Milton que as pessoas não conhecem, batalhador. Nunca deixou cair a peteca no que tange aos filhos. O maior ensinamento meu pai me passou: ser guerreiro, nunca abaixar a cabeça a não ser para os sábios, mas lutar o tempo todo”, afirmou.
Maurício disse que sempre teve o pai como herói.
Quando criança, viu o personagem Zelão das Asas e ficou ainda mais impressionado.
“Ele sempre voou e gerou esses frutos. A gente tenta fazer o melhor possível, a gente tenta honrar essa memória do meu pai. A gente tenta fazer o melhor, mas é lutar para tentar chegar perto”, descreveu.
Outro personagem marcante foi no longa “Rainha Diaba”. Era a época da ditadura, nos anos 1970, Maurício diz que não deve ter sido fácil, para o pai, interpretar um fora da lei, negro e homossexual, num tempo difícil, cheio de preconceitos.
FONTES
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Sede Central inicia ação social contra a fome

Diretoria e funcionários do Centro do Professorado Paulista se uniram, e voluntariamente, entregaram alimentos para pessoas em situação de rua.
A iniciativa da Sede Central do CPP foi recebida muito bem por nossas sedes regionais, que já planejam como participar desse trabalho em suas próprias cidades.

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