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Ilusões da Vida

“Quem passou pela vida em branca nuvem,
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu;
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.”
– Francisco Otaviano
(OTAVIANO, Francisco. In: BUENO, Alexei (Introdução e seleção). Grandes Poemas do
Romantismo Brasileiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 64.)Francisco Otaviano
Francisco Otaviano de Almeida Rosa (Rio de Janeiro, 26 de junho de 1825 — Rio de Janeiro, 28 de junho de 1889) foi um advogado, jornalista, diplomata, político e poeta brasileiro.[1]
Foi deputado geral e senador do Império do Brasil de 1867 a 1889.
É patrono da cadeira 13 da Academia Brasileira de Letras.
Foi negociador do Tratado da Tríplice Aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai.
SAIBA MAIS
FONTE: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS
Francisco Otaviano é o patrono da cadeira n. 13, por escolha do fundador Visconde de Taunay.
Era filho do Dr. Otaviano Maria da Rosa, médico, e de Joana Maria da Rosa.Fez os primeiros estudos no colégio do professor Manuel Maria Cabral, e no decorrer da vida escolar dedicou-se principalmente às línguas, à História, à Geografia e à Filosofia.
Matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em 1841, na qual se bacharelou em 1845.
Regressou ao Rio, onde principiou a vida profissional na advocacia e no jornalismo, nos jornais Sentinela da Monarquia, Gazeta Oficial do Império do Brasil (1846-48), da qual se tornou diretor em 1847, Jornal do Comércio (1851-54) e Correio Mercantil.
Foi eleito secretário do Instituto da Ordem dos Advogados, cargo que exerceu por nove anos; deputado geral (1852) e senador (1867).
Como jornalista, empenhou-se com entusiasmo nas campanhas do Partido Liberal e tomou parte preponderante na elaboração da Lei do Ventre Livre, em 1871.Já participara da elaboração do Tratado da Tríplice Aliança, em 1865, quando foi convidado pelo Marquês de Olinda para ocupar a pasta dos Negócios Estrangeiros, mas não a aceitou, ficando em seu lugar Saraiva.
Por ocasião da Guerra do Paraguai, foi enviado ao Uruguai e à Argentina, substituindo o Conselheiro Paranhos na Missão do Rio da Prata.
A ele coube negociar e assinar, em Buenos Aires, em 1º de maio de 1865, o tratado de aliança ofensiva e defensiva entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai, no combate comum a Solano Lopez, do Paraguai.
Recebeu o título do Conselho do Imperador e do Conselho Diretor da Instrução Pública.
Poeta desde menino, não se dedicou suficientemente à literatura. Ele mesmo exprimiu com frequência a tristeza de haver sido arrebatado à poesia pela política, por ele chamada de “Messalina impura”, num epíteto famoso.
Apesar da carreira fácil, respeitável e brilhante, cultivou sempre a nostalgia das letras.
Sua obra poética representa uma espécie de inspiração do homem médio, mas não banal, o que lhe dá, do ponto de vista psicológico, uma comunicabilidade aumentada pela transparência do verso, leve e corredio. Em torno do eixo central de sua personalidade literária se organizam as tendências comuns do tempo, num verso quase sempre harmonioso e bem cuidado.Nas suas traduções de Horácio, Catulo, Byron, Shakespeare, Shelley, Victor Hugo, Goethe, revela-se também poeta excelente.
Ficou para sempre inscrito entre os nossos poetas da fase romântica, como autor de duas ou três peças antológicas, mesmo que não tenha exercido a literatura com paixão, e o patriota que foi dá-lhe lugar entre os grandes vultos brasileiros do século XIX.
FONTES
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Aprendendo no CPP

Página Gerenciadora • O projeto ‘Aprendendo no CPP’, foi lançado em março de 2022, para reforço escolar e atividades lúdicas, indicado para crianças da Educação Infantil e Ensino Fundamental I.
Um projeto de seis professoras que oferece apoio pedagógico para as crianças nesse período pós-pandemia, com o objetivo de:
• combater a defasagem no aprendizado, causada pela interrupção das aulas
• criar um ambiente que ofereça situações favoráveis para retomada do interesse pela escola e pelo aprendizado
• trabalho individualizado, dando assistência psicológica e auxiliando as crianças com a tarefa escolar, caso a caso, motivando cada uma delas a melhorar seu desenvolvimento, usando até, técnicas e recursos da educação especial, para dar a cada criança, o cuidado diferenciado para sua melhor adaptação ao grupoEnfim, um conjunto educacional que une conteúdo, música, brincadeiras, gincanas, leitura de estórias
mesclando sempre, conhecimento com divertimento.Matricule sua criança, entre em contato com nossa secretaria.
☺ Rua Joaquim da Silva Martha nº 29-59, Jd Brasil ⌂ Bauru / SP • (14) 3224-1195
• Whatsapp: (14) 998.424.056
• E-mail: bauru@cpp.org.br
• Site ► cppbauru.org
OUTROS POSTS DO PROJETO
Eventos do CPP Bauru em março • Outono 2022
Chamada do evento do dia 25 de março de 2022, onde entidades que representam o professorado paulista, receberam o deputado estadual Carlos Giannazi, na sede do CPP Bauru. Falamos também sobre o projeto iniciado nesse mês, com reforço escolar e atividades artísticas para crianças: “Aprendendo no CPP”.
Lançamento do Projeto “Aprendendo no CPP”
Fotos e vídeos do evento que reuniu a diretoria, professores, pais e alunos no CPP de Bauru, para o lançamento do Projeto “Aprendendo no CPP”, que aconteceu em 12 de março de 2022, às 14:00 horas, quando a banca de educadores responsáveis pelo projeto, demonstraram algumas das atividades oferecidas na sede de Bauru.
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A Enciclopédia da Humanidade

“Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos chamando-lhes cidadãos.”-
- – Avoir des esclaves n’est rien, ce qui est intolérable c’est d’avoir des esclaves et de les appeler citoyens.
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- – Denis Diderot citado em “Chronique française du XXe siècle”, Volume 10 – Página 167, Paul Vialar – Del Duca, 1955.
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Denis Diderot
(Langres, 5 de outubro de 1713 — Paris, 31 de julho de 1784)
filósofo e escritor francês
Denis Diderot (francês: [dəni didʁo]) nasceu na Champanha
Diderot é considerado por muitos um precursor da filosofia anarquista.
Sua obra prima é a edição da Encyclopédie (1750-1772) ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (Dicionário razoado das ciências, artes e ofícios), onde reportou todo o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época.
Demorou 21 anos para ser editada, e é composta por 28 volumes. Mesmo que na época o número de pessoas que sabia ler era pouco, ela foi vendida com sucesso.
Denis conseguiu uma fortuna. Deu continuidade com empenho e entusiasmo apesar de alguma oposição da Igreja Católica e dos poderes estabelecidos.
“Coisas das quais nunca se duvidou, jamais foram provadas.”
– Ce qu’on n’a jamais mis en question n’a point été prouvé.
– Œuvres philosophiques et dramatiques de M. Diderot – Volume 3, Página 39, item XXXI, Denis Diderot – 1772 – 15 páginas
Diderot escreveu também algumas outras peças teatrais de pouco êxito.
Destacou-se particularmente nos romances, nos quais segue as normas dos humoristas ingleses, em especial de Sterne: A Religiosa, O Sobrinho de Rameau, Jacques, o fatalista e seu mestre. Escreveu vários artigos de crítica de arte.
Diderot foi um dos primeiros autores que fazem da literatura um ofício, mas sem esquecer jamais que era um filósofo.
Preocupava-se sempre com a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino.
“Dizem que o desejo é produto da vontade, mas dá-se o oposto: a vontade é produto do desejo.”
– On dit que le désir naît de la volonté, c’est le contraire, c’est du désir que naît la volonté.
– Oeuvres complètes: Revues sur les éditions originales … Étude sur Diderot et le mouvement philosophique au XVIIIe siècle, Volume 9 – Página 352, Denis Diderot – Garnier, 1875
“A paixão destrói mais preconceitos do que a filosofia.”
– Les passions détruisent plus de préjugés que la philosophie.
– “Entretiens sur le Fils naturel” in “Œuvres de Denis Diderot”, Volume 6 – Página 387, Denis Diderot – A. Belin, 1819
“Engolimos de uma vez a mentira que nos adula, e bebemos gota a gota a verdade que nos amarga.”
– On avale à pleine gorgée le mensonge qui nous flatte, et l’on boit goutte à goutte une vérité qui nous est amère
– “Le Neveu de Rameau” in: “Œuvres inédites: Le neveu de Rameau. Voyage de Hollande” – Página 76, Denis Diderot – J.L.J. Brière, 1821 – 388 páginas
“Há apenas um dever: o de sermos felizes.”
– A parler rigoureusement, il n’ya qu’un devoir; c’est d’être heureux
– “Essai sur les règnes de Claude et de Néron” in: “Oeuvres de Denis Diderot”, Volume 6 – Página 235, Denis Diderot – A. Belin, 1819
“Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício.”
– Ne fit-on que des épingles, il faut être enthousiaste de son métier pour y exceller.
– “Observations sur la Sculpture et sur Bouchardon” in: “Oeuvres de Denis Diderot”, Volume 4 – Página 575, Denis Diderot – A. Belin, 1818
“Se a razão é uma dádiva do céu, e se o mesmo se pode dizer quanto à fé, o céu nos deu dois presentes incompatíveis e contraditórios.”
– Si la raison est un don du Ciel et que l’on en puisse dire autant de la foi, le Ciel nous a fait deux présents incompatibles et contradictoires.
– “Pensées Philosophiques” in: Œuvres de Denis Diderot, Volume 1 – Página 245, item V, Denis Diderot, Jacques André Naigeon – J.L.J. Brière, 1821
“Quando o padre apoia uma inovação, ela é má; quando se lhe opõe, ela é boa.”
– Lorsque le prêtre favorise une innovation, elle est mauvaise : lorsqu’il s’y oppose, elle est bonne.
– Oeuvres philosphiques de Denis Diderot: Suite de l’apologie de M. l’abbé de Prades. – Volume 2, Página 241, item CXXXIX, Denis Diderot – Librairie philosophique, 1752
“Quando comparamos nossos talentos aos de Leibniz, ficamos tentados a jogar fora nossos livros e irmos morrer em silêncio, no escuro de algum recanto esquecido.”
– Oeuvres complètes
- “A superstição ofende mais a Deus do que o ateísmo.”
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“Devem exigir que eu procure a verdade, não que a encontre.”
- “O dinheiro dos tolos é o património dos espertos.”
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“Perguntaram um dia a alguém se havia ateus verdadeiros. Você acredita, respondeu ele, que haja cristãos verdadeiros?”
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“Não se retém quase nada sem o auxílio das palavras, e as palavras quase nunca bastam para transmitir precisamente o que se sente.”
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“A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito.”
- “A sabedoria não é outra coisa senão a ciência da felicidade.”
“A cólera prejudica o repouso da vida e a saúde do corpo; ofusca o entendimento e cega a razão.”
– Denis Diderot citado em “3001 pensamentos” – Página 65, CABADA, Gerardo, Edicoes Loyola, 2001, ISBN 8515023075, 9788515023073 – 288 páginas
“Este é um trabalho que só pode ser realizado por uma sociedade de pessoas letradas e trabalhadores habilidosos, cada um fazendo separadamente sua parte, mas todos comprometidos conjuntamente apenas por zelo aos melhores valores da raça humana e pelo sentimento de mútua boa vontade.”
– Diderot. The Many Faces of Philosophy : Reflections from Plato to Arendt – Página 237, Oxford University Press, 2001, ISBN 0195134028
Sobre
“Como Diderot já disse, em ‘O Sobrinho de Rameau’, a pessoa que ensina a ciência não é a mesma que entende dela e a realiza com seriedade, pois a esta não sobra tempo para ensinar.”
– Arthur Schopenhauer in: “A Arte de Escrever” – página 25, traduçãode Pedro Sussseking, L&PM Editores, ISBN 8525414646, 9788525414649, 176 páginas
Mal atribuídas
“O homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”
– na verdade de Jean Meslier, cura da comuna francesa de Étrépigny, em seu livro Extrait des sentiments de Jean Meslier
. Diderot o teria parafraseado posteriormente em seu poema Les Éleuthéromanes
:- Diderot em Les Éleuthéromanes[1]
Referências
“E suas mãos arrancarão as entranhas do padre / na falta de uma corda para estrangular os reis”
“Et ses mains ourdiraient les entrailles du prêtre / Au défaut d’un cordon pour étrangler les rois”
Giba Assis Brasil, Terra Magazine. Publicado em 3 de agosto de 2006.

Admirador entusiasta da vida em todas as suas manifestações, Diderot não reduziu a moral e a estética à fisiologia, mas situou-as num contexto humano total, tanto emocional como racional.
FONTES

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A reação da Professora Loretana ao receber tributo da E.E. Buenos Aires

“Sempre lutei pela educação porque eu honro o que eu faço.”
– Loretana Paolieri Pancera
O Dia da Educação de 2022 será inesquecível não só para a professora Loretana, mas também para sua família, para o Centro do Professorado Paulista e todos os envolvidos da E.E Buenos Aires que realizaram um tributo à sua ex-aluna e professora.
FONTE: CPP CENTRAL
Postado originalmente, em 29 de abril de 2022.

Professora Loretana fala para os atuais professores, diretores e estudantes da E.E. Buenos Aires. Aos 96 anos a professora Loretana, presidente em exercício do CPP, se emocionou e arrancou lágrimas ao voltar à escola da sua infância e juventude.
O auditório da escola ficou lotado de estudantes do Ensino Médio e de professores que calorosamente receberam a professora com muitas palmas.
Assista abaixo o vídeo da TV CPP com os atuais professores, diretores e estudantes fazendo a homenagem à Professora Loretana.
A nova geração de alunos pôde conhecer uma jornada vitoriosa de dedicação extrema ao magistério paulista.
O vice-diretor, professor Vicente Almeida dos Santos Júnior, explicou por que os estudantes do 3º ano foram escolhidos para o evento:
“Optamos por eles porque estão saindo nesse ano e para que vejam o exemplo de um projeto de vida com sucesso. Por ser professora, por ter estudado aqui, por representar a educação, para nós ela é muito importante”, esclareceu o professor Vicente.
A professora e coordenadora geral da E. E. Buenos Aires, Miriam da Silva Nascimento, propôs uma estruturação no patrimônio histórico da escola que ultrapassou os cem anos de atividade.
“Em meio às pesquisas um registro histórico : entre os documentos da escola, apareceram os boletim dos anos 1933 e 1937, da professora Loretana. Todos ficamos emocionados”.
E, assim, a garotinha matriculada na escola primária da E.E. Buenos Aires, que na juventude permaneceu ali como professora é hoje orgulho não só da entidade que atua como presidente em exercício, mas de toda a história do magistério público paulista como exemplo vivo de empenho ao ensino para diferentes gerações.

Professora Loretana Paolieri Pancera “Hoje é o Dia da Educação. Quero dizer que a maior riqueza que vocês podem deixar aos seus filhos é a educação. Não existe outro caminho para uma vida completa do que a educação. Senão vocês não estariam aqui prestando atenção a uma professora simples, mas lutadora pela causa do ensino. Mas tenham certeza absoluta que, quando vocês virem na Paulista ou na Praça da República um caminhão com pessoas lutando pela educação, a Loretana estará ali em cima. Eu sempre lutei pela educação porque eu honro o que eu faço.”, declarou a homenageada.
Parabéns, professora Loretana pelo tributo, pela jornada vitoriosa junto à educação e por ser um exemplo à diferentes gerações.
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Terceiro vice-presidente do CPP entrega convite a governador

Entidade considera fundamental dialogar com os pré-candidatos ao governo do estado de São Paulo
Nesta segunda-feira (23), o professor Azuaite Martins de França, terceiro vice-presidente do Centro do Professorado Paulista, entregou pessoalmente, na Praça do Mercado, na cidade de São Carlos, um convite para o governador Rodrigo Garcia (PSDB) participar do ciclo de entrevistas que o CPP vai promover com os pré-candidatos ao governo do estado de São Paulo.
FONTE: CPP CENTRAL
Como professor, vereador que luta pela educação e terceiro vice-presidente da maior entidade de classe do magistério da América Latina, Azuaite reafirma o propósito de continuar trabalhando em prol da valorização dos professores e profissionais da Educação.
“Representando todos os professores, que merecem melhores condições de trabalho e salário digno, além dos alunos, que merecem ensino de qualidade, devemos atuar para reverter a situação de sucateamento da educação por conta das medidas dos governos federal e estadual”, afirma.
Em breve, o CPP vai divulgar o calendário de entrevistas.
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A Divindade do Amor

“Miséria é a falta de amor entre os homens.”
– Irmã Dulce
“Há momentos em que nos sentimos abandonados porque nos esquecemos da onipotência de Deus. Ele tudo vê. Então é preciso acreditar e ter a certeza que nada é impossível aos olhos Dele.”
Irmã Dulce
Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (Salvador, 26 de maio de 1914 — Salvador, 13 de março de 1992), mais conhecida como Irmã Dulce.
Beata Dulce dos Pobres ou Bem-Aventurada Dulce dos Pobres,[1][2] recebeu o epíteto de “o anjo bom da Bahia“, foi uma religiosa católica brasileira, que fez muitas ações de caridade e assistência para quem mais precisava.
Irmã Dulce ganhou notoriedade por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados, obras essas que ela praticava desde muito cedo.
Na juventude já lotava a casa de seus pais acolhendo doentes.
Ela também criou e ajudou a criar várias instituições filantrópicas: uma das mais importantes e famosas é o Hospital Santo Antônio, que foi construído no lugar do galinheiro do Convento Santo Antônio.
Hoje atende diariamente mais de cinco mil pessoas.[3]
Irmã Dulce foi uma das mais importantes, influentes e notórias ativistas humanitárias do século XX.
Suas grandes obras de caridade são referência nacional, e ganharam repercussão pelo mundo. Seu nome é sempre relacionado à caridade e amor ao próximo.
Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz no ano de 1988 pelo então presidente do Brasil, José Sarney, porém não ficou com o título.
Em 2011, foi beatificada pelo enviado especial do Papa Bento XVI, Dom Geraldo Majella Agnelo, em Salvador, sendo a beatificação o último passo antes da canonização. Irmã Dulce pode se tornar a primeira Santa Católica nascida no Brasil.
Em 2001, foi eleita “a religiosa do século XX”, em uma eleição que foi publicada pela revista Isto É.
Em 2012, foi eleita uma dos 12 maiores brasileiros de todos os tempos em pesquisa feita pelo SBT, para eleger a personalidade que mais contribuiu para o país.[5]
Em 2014 o governador da Bahia, Jaques Wagner, instituiu por um decreto a data de 13 de agosto como o Dia Estadual em Memória à Bem Aventurada Dulce dos Pobres.[6][7][8]Contudo, a data não será feriado no estado, por não ter mais vagas disponíveis no calendário local.[6]
Biografia
Maria Rita era filha de Dona Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes e do Doutor Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia.
Quando criança, costumava rezar muito e pedia sinais a Santo Antônio, pois queria saber se deveria seguir a vida religiosa ou se casar.
Desde os treze anos de idade, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa.
Começou a ajudar mendigos, enfermos e desvalidos. Nessa mesma idade, foi recusada pelo Convento de Santa Clara do Desterro, em Salvador, por ser jovem demais, voltando a estudar.
Então, e sendo este o motivo pelo qual não foi aceita, a menina Maria Rita tinha boas referências para procurar o Convento do Desterro, pois o mesmo já gozava da boa fama de ter tido veneráveis religiosas, como a Madre Vitória da Encarnação, primeira religiosa brasileira com fama de santidade, falecida em 1715, a Madre Maria da Soledade e a Madre Margarida da Coluna, que juntas são chamadas de as Três santas do Desterro.
Irmã Dulce com Madre Teresa de Calcutá.
Já em 1730, escrevia sobre as virtuosas religiosas deste convento, Sebastião da Rocha Pita, no seu livro História da América Portuguesa:
Foi crescendo com o amor de Deus a pureza nas religiosas em tal grau, que competiam em santidade, e faleceram algumas admiráveis em prodigiosa penitência e com notável opinião, entre as quais se conta a madre Soror Victória da Encarnação, cuja vida anda escrita por ilustríssima pena, que foi a do senhor D. Sebastião Monteiro da Vide, arcebispo da Bahia, que com vôos de águia soube registrar as luzes daquele extático sol.[9]
Com o consentimento da família e o apoio de sua irmã, Dona Dulcinha, a menina foi transformando a casa da família, na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento à pessoas necessitadas.
A casa ficou conhecida como “a portaria de São Francisco”, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta.
Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora primária (1932), Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, após seis meses de noviciado, ela fez sua profissão de fé e votos perpétuos, tomando o hábito de freira e recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem a sua mãe, aos 19 anos de idade.[4]
Em seguida (1934), voltou a Salvador. Sua primeira missão como religiosa foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, na Cidade Baixa, além de também assistir as comunidades pobres da região.
Em 1936, com apenas 22 anos, fundou, com Frei Hildebrando Kruthanp, a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia.
No ano seguinte, sempre com Frei Hildebrando, criou o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações.[10] Tinham como finalidade a difusão das cooperativas, a promoção cultural e social dos operários e a defesa dos seus direitos.[11]
Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos.
No mesmo ano, para abrigar doentes que recolhia nas ruas, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha do Rato, em Salvador.
Depois de ser expulsa do lugar, teve que peregrinar durante uma década, instalando os doentes em vários lugares, até transformar em albergue o galinheiro do Convento de Santo Antônio, que mais tarde deu origem ao Hospital Santo Antônio, centro de um complexo médico, social e educacional que continua atendendo aos pobres.[3]
Mesmo com a saúde frágil, Irmã Dulce construiu e manteve uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país — as Obras Sociais Irmã Dulce.[12]
Em 1980, durante a primeira visita do Papa João Paulo II ao Brasil, Irmã Dulce foi convidada a subir ao altar para receber uma bênção especial. O Papa retirou do bolso um rosário e ofereceu a ela dizendo: “Continue, Irmã Dulce, continue“.[13]
Irmã Dulce, religiosa brasileira – com o Papa e militares da ditadura brasileira ao fundo.
Em 1988, foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz, pelo então presidente do Brasil José Sarney, com o apoio da rainha Silvia da Suécia.[13][14]
Em 2000, foi distinguida pelo Papa João Paulo II com o título de Serva de Deus.
O processo de beatificação de Irmã Dulce tramitou na Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano.[15]
Irmã Dulce, religiosa brasileira com Madre Teresa de Calcutá, que visitava Salvador.
Entre os diversos estabelecimentos que Irmã Dulce fundou estão o Hospital Santo Antônio, capaz de atender setecentos pacientes e duzentos casos ambulatoriais.
O atendimento médico conta com especialização geriátrica, cirúrgica, hospital infantil, centro de atendimento e tratamento de alcoolismo, clínica feminina, unidade de coleta e transfusão de sangue, laboratórios e um centro de reabilitação e prevenção de deficiências.
Além do hospital, Irmã Dulce também criou o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), instalado em Simões Filho, que abriga mais de trezentas crianças de 3 a 17 anos.
No Centro, os jovens têm acesso a cursos profissionalizantes. Irmã Dulce fundou também o “Círculo Operário da Bahia”, que, além de escola de ofícios, proporcionava atividades culturais e recreativas.
Durante mais de cinquenta anos de entrega total à caridade e amor ao próximo, em 11 de novembro de 1990, Irmã Dulce começou a apresentar problemas respiratórios, sendo internada no Hospital Português da Bahia, depois transferida à UTI do Hospital Aliança e finalmente ao Hospital Santo Antônio.
Em 20 de outubro de 1991, recebe no convento, em seu leito de morte, a segunda visita do Papa João Paulo II ao Brasil para receber a bênção e a extrema unção.[13][17]
O “anjo bom da Bahia” morreu em seu quarto, de causas naturais, aos setenta e sete anos, às 16:45 do dia 13 de março de 1992, ao lado de pessoas queridas por ela, como as irmãs do convento.
Seu corpo foi sepultado no alto do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e depois transferido para a Capela do Hospital Santo Antônio, centro das Obras Sociais Irmã Dulce.
Beatificação
A 21 de janeiro de 2009, a Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano anunciou o voto favorável que reconhece Irmã Dulce como venerável. [18]
A 3 de abril de 2009, o Papa Bento XVI aprovou o decreto de reconhecimento de suas virtudes heroicas.
No dia 9 de junho de 2010, o corpo de Irmã Dulce foi desenterrado, exumado, velado e sepultado pela segunda vez, sendo este o último estágio do processo de beatificação.
No dia 27 de outubro de 2010, foi anunciada pelo cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo, em coletiva de imprensa realizada na sede das Obras Sociais Irmã Dulce, a beatificação da religiosa Irmã Dulce, tornando-a a primeira bem-aventurada da Bahia.[19] [20]
O anúncio foi sucedido pelo decreto em 10 de dezembro de 2010 e aconteceu após o reconhecimento de um milagre pela intercessão da religiosa na recuperação de uma mulher sergipana, que havia sido desenganada pelos médicos após sofrer uma hemorragia durante o parto.[21]
No dia 22 de maio de 2011, Irmã Dulce foi beatificada em Salvador, e passou a ser reconhecida como “Bem-Aventurada Dulce dos Pobres”.
A Solene Eucaristia de Beatificação foi presidida pelo enviado especial do Papa Bento XVI, Dom Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador.[1][2] [4]
Mesma ocasião em que o dia 13 de agosto se tornou, oficialmente, a data da celebração de sua festa litúrgica, que é comemorada em Salvador, e em pelo menos 28 igrejas e capelas de outros estados.[4] É também comemorada pela Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Contudo, sua festa litúrgica é celebrada em 13 de março nessa denominação.[22]
Na mídia
Em 27 de novembro de 2014 estreou o filme biográfico sobre Irmã Dulce, intitulado Irmã Dulce e rodado inteiramente em Salvador, mostra a trajetória da freira na infância, fase adulta e últimos anos de vida.
Narra seu ativismo social desde a época da juventude até a construção das Obras Sociais Irmã Dulce.[12][23][24][25]
“O amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios. Por mais que fizermos, tudo é pouco diante do que Deus faz por nós.”
Irmã Dulce
(Salvador, 26 de maio de 1914 — Salvador, 13 de março de 1992)
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Pagamento da 3a parcela do Abono-Fundeb será feito ainda em maio

O Governo do Estado de São Paulo confirmou na manhã desta quarta-feira (25) o pagamento da terceira e última parcela do Abono-Fundeb aos servidores do Quadro do Magistério da rede estadual de ensino, que será na próxima terça-feira (31).
FONTE: CPP CENTRAL
O servidor que manteve vínculo com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP) durante o ano inteiro de 2021 receberá um valor referente aos 12 meses.
Caso não tenha trabalhado o ano todo, receberá um valor proporcional ao seu tempo na rede. A primeira parcela foi paga em 24 de dezembro de 2021, e a segunda, em 2 de fevereiro deste ano.
Assista abaixo ao vídeo da TV Web CPP:


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Eleição da CCM-Iamspe acontecerá no CPP

Evento será nesta quinta (26), no teatro da Sede Central
Nesta quinta-feira (26), ocorrerá a eleição para a Mesa Diretora e para a coordenação da Comissão Consultiva Mista do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (CCM-Iamspe), a partir das 9h, no teatro da Sede Central do Centro do Professorado Paulista.
FONTE: CPP CENTRAL
O processo eleitoral consiste em um voto por entidade devidamente inscrita na CCM e um voto de cada comissão regional.
Criada em janeiro de 1984, a CCM é uma plenária de entidades do funcionalismo do estado de São Paulo, o que inclui o CPP.
Veja abaixo a pauta:
1ª Parte
Leitura, discussão e aprovação da Ata da 337ª Reunião Ordinária de 28 de abril de 2022
Observação: objeções às atas deverão ser encaminhadas à mesa por escrito.
2ª Parte
- Informes gerais da Mesa Diretora e Coordenadoras, das 9h30 às 10h.
- Providências, encaminhamentos e participações. Correspondências enviadas e recebidas.
3ª Parte
Eleição presidência; Mesa Diretora e Coordenadoria da CCM
4ª Parte
Considerações finais, das 11h30 às 12h.
ATENÇÃO
1º – O livro de presença será recolhido às 10h do dia da reunião.
2º – A reunião iniciará impreterivelmente às 9h, com término previsto às 12h30.
3º – Declarações de Comparecimento serão entregues somente a partir das 12h.
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PDL 22 é aprovado em comissão e vai para votação no plenário

Projeto passou na Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento
Depois de muita luta dos membros da diretoria do Centro do Professorado Paulista, juntamente com os professores e profissionais da Educação, nesta terça-feira (24), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 22/20, de autoria do deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), foi aprovado na Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento.
FONTE: CPP CENTRAL
A reunião foi realizada virtualmente.
O texto, que prevê a suspensão do confisco das aposentadorias de todos os servidores do funcionalismo público do estado de São Paulo, vai para votação em Plenário.
Desde que o Decreto nº 65.021/20 foi publicado em Diário Oficial do Estado, pelo então governador João Doria (PSDB), em outubro de 2020, o dispositivo tem descontado de 11% a 16% sobre aposentadorias e pensões dos servidores públicos paulistas.
Com o reconhecimento dos parlamentares da Comissão de Finanças, o PDL 22/20 depende da aprovação em plenário para barrar os descontos exorbitantes.
Para isso acontecer, o texto deve ser colocado na ordem do dia de votação, o que exige apoio do Colégio de Líderes e da presidência da Alesp.
O CPP lutará para que o PLD 22/20 seja pautado e aprovado em plenário, colocando fim no confisco das aposentadorias e pensões que têm provocado um rombo nos proventos do funcionalismo público.
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A Realidade Criada ou Vivida

“Todo cidadão tem o direito de ir e vir. Desde que seja a pé, de outra forma paga pedágio.”
– Clarice Lispector
Clarice Lispector
Clarice Lispector
(Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977)
Nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira — e declarava, quanto a sua brasilidade, ser pernambucana —, autora de romances, contos e ensaios sendo considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka.
Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, sendo considerada uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano.
“O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.”
– Clarice Lispector
Entrevista concedida por Clarice Lispector em 1977, meses antes do seu falecimento – Parte 1
“Sua sensibilidade incomodava sem ser dolorosa, como uma unha quebradiça.”
- “(…) Me lembro bem da carta que eu lhe escrevi, sobre deixar os outros em paz. Realmente o tom geral devia estar pessimista. O pessimismo passou, mas o bom propósito não: farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz… Também é bom porque em geral se pode ajudar muito mais as pessoas quando não se está cega pelo amor. (…)”
– in: No livro ‘Minhas Queridas’. (um livro que reúne cartas escritas entre 1940 e 1957 para suas irmãs)
Entrevista concedida por Clarice Lispector em 1977, meses antes do seu falecimento – Parte 2
- Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca!
– entrevista concedida em 1977 a Júlio Lerner
“Acho que sábado é a rosa da semana.”
– “Os melhores contos” – conto Atenção ao Sábado, Página 218; de Clarice Lispector, Walnice Nogueira Galvão – Publicado por Global, 1996 ISBN 8526005286, 9788526005280 – 291 páginas
“Amor é não ter. Inclusive amor é a desilusão do que se pensava que era amor. E não é prêmio por isso não envaidece”.
– Clarice Lispector, “A imitação da rosa” – Página 12, Clarice Lispector – Editora Artenova, 1973 – 183 páginas
- “Amor é quando é concedido participar um pouco mais. Poucos querem o amor, porque amor é a grande desilusão de tudo o mais. E poucos suportam perder todas as outras ilusões”.
– Clarice Lispector, “A imitação da rosa” – Página 12, Clarice Lispector – Editora Artenova, 1973 – 183 páginas

Clarice Lispector -Monumento na Praia do Leme, Rio de Janeiro. “Fique de vez em quando sozinho, senão você será submergido. Até o amor excessivo dos outros pode submergir uma pessoa.”
– “De corpo inteiro” – Página 68; de Clarice Lispector – Publicado por Rocco, 1999 – 210 páginas
- “Passei a minha vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar. Ao tentar corrigir um erro, eu cometia outro. Sou uma culpada inocente.”
– citado em “Línguas de fogo: ensaio sobre Clarice Lispector” – Página 42; de Claire Varin, Lúcia Peixoto Cherem – Publicado por Limiar, 2002 ISBN 8588075032, 9788588075030 – 191 páginas
- “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”
– Correspondências – página 165, Clarice Lispector, Teresa Montero – Rocco, 2002, ISBN 8532514863, 9788532514868 – 331 páginas
“Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam.”
– A hora da estrela – página 39, Clarice Lispector – Rocco, 1998, ISBN 853250812X, 9788532508126 – 87 páginas
- “Mas há a vida/ que é para ser intensamente vivida,/ há o amor./ Que tem que ser vivido/ até a última gota./ Sem nenhum medo./ Não mata.”
– “Mas há vida” in: “A descoberta do mundo: crónicas” – página 373, Clarice Lispector – Francisco Alves, 1994, ISBN 8526502654, 9788526502659 – 533 páginas
- (…) nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço.
– CL , In: Aprendendo a viver, RJ: Editora Rocco, 2004.– Visão do esplendor: impressões leves – página 135, Clarice Lispector – Francisco Alves, 1975 – 156 páginas
- “O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.”
– A maçã no escuro – página 245, Clarice Lispector – Paz e Terra, 1978 – 257 páginas
- “(…) Que medo alegre/ o de te esperar (…)
– CL, [Estrela Perigosa]
- “– Mamãe, vi um filhote de furacão, mas tão filhotinho ainda, tão pequeno ainda, que só fazia era rodar bem de leve umas três folhinhas na esquina…”
–CL , In: Para não esquecer, RJ, Editora Rocco, 1978.
A Descoberta do Mundo
- Lutei toda a minha vida contra a tendência ao devaneio, sempre sem jamais deixar que ele me levasse até as últimas águas. Mas o esforço de nadar contra a doce corrente tira parte de minha força vital. E, se lutando contra o devaneio, ganho no domínio da ação, perco interiormente uma coisa muito suave de se ser e que nada substitui. Mas um dia ainda hei de ir, sem me importar para onde o ir me levará.
A hora da estrela
- “A eternidade é o estado das coisas neste momento.”
- “Aliás – descubro eu agora – eu também não faço a menor falta, e até o que escrevo um outro escreveria.”
- “Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas continuarei a escrever.”
- “Escrevo por ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens.”
- “Não tenho medo nem das chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas. Pois eu também sou o escuro da noite.”
– “A hora da estrela” – Página 18; de Clarice Lispector – Publicado por Rocco, 1999 ISBN 853250812X, 9788532508126 – 87 páginas
- “Não se pode dar uma prova de existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar. Acreditar chorando.”
- “Quem não é um acaso na vida?”
- “Talvez a pergunta vazia fosse apenas para que um dia alguém não viesse a dizer que ela nem ao menos havia perguntado. Por falta de quem lhe respondesse ela mesma parecia se ter respondido: é assim porque é assim.”

Clarice Lispector – Escritora e Jornalista – Monumento na Praça Maciel Pinheiro, em Recife, PE, em frente à casa onde a escritora morou. A paixão segundo G.H.
- “A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio. Escrevo por acrobáticas aéreas piruetas – escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio.”
- “A saudade é a prova que o passado valeu a pena.”
- “A vida é dura para quem é mole.”
- “A vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente.”
- “Com Deus a gente também pode abrir caminho pela violência. Ele mesmo quando precisa mais especialmente de um de nós, Ele nos escolhe e nos violenta.”
- “Dá-me a tua mão desconhecida que a vida está me doendo e eu não sei como falar- a realidade é delicada demais, só a realidade é delicada, minha irrealidade e minha imaginação são mais pesadas.”
– “A paixão segundo G.H.: romance” – Página 34; de Clarice Lispector – Publicado por Editôra Sabiá, 1964 – 182 páginas
- “Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…
- “É preciso coragem. Uma coragem danada. Muita coragem é o que eu preciso. Sinto-me tão desamparada, preciso tanto de proteção…porque parece que sou portadora de uma coisa muito pesada. Sei lá porque escrevo! Que fatalidade é esta?”
- “É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.”
- “Eu misturei tudo, eu lia livro, romance para mocinha, livro cor de rosa, misturado com Dostoievski, eu escolhia os livros pelos títulos e não por autores, porque eu não tinha conhecimento…fui ler aos 13 anos Herman Hesse, tomei um choque: O Lobo da Estepe. Aí comecei a escrever um conto que não acabava nunca mais. Terminei rasgando e jogando fora.”
- “Eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade”.
- “Em uma outra vida que tive, aos 15 anos, entrei numa livraria, que me pareceu o mundo que gostaria de morar. De repente, um dos livros que abri continha frases tão diferentes que fiquei lendo, presa, ali mesmo. Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu! Só depois vim a saber que a autora era considerada um dos melhores escritores de sua época: Katherine Mansfield.”
- “Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada”
- “Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando…”
- “Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim. Eu o estaria lendo e de súbito, uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!”
- “…há impossibilidade de ser além do que se é –
no entanto eu me ultrapasso mesmo sem o delírio, sou mais do que eu, quase normalmente -tenho um corpo e tudo que eu fizer é continuação de meu começo……a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais….”Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação:-quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.”- A paixão segundo G.H. – página 30, Clarice Lispector – Sabiá, 1964 – 182 páginas
- “Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata.”
- “Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo.”
- “…Não entendo.
- “Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.”
- “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada.”
- “Nem todos chegam a fracassar porque é tão trabalhoso, é preciso antes subir penosamente até enfim atingir a altura de poder cair.”
- “O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo.”
- “…os bichos me fantasticam. Eles são o tempo que não se conta. Pareço ter certo horror daquela criatura viva que não é humana e que tem meus próprios instintos embora livres e indomáveis. Às vezes eletrizo-me ao ver bicho. Estou agora ouvindo o grito ancestral dentro de mim: parece que não sei quem é mais a criatura, se eu ou o bicho.”
- “(…)Pois em mim mesma eu vi como é o inferno…(…) p. 143 (…) E porque minha alma é tão ilimitada que já não sou eu, e porque ela está tão além de mim – é que sempre sou remota a mim mesma, sou-me inalcançável como me é inalcançável um astro… (…) p. 146 (…) O mistério do destino humano é que somos fatais, mas temos a liberdade de cumprir ou não o nosso fatal: de nós depende realizarmos o nosso destino fatal… (…) mas de mim depende eu vir a ser o que fatalmente sou… p.148 (…) E não preciso sequer cuidar da minha alma, ela cuidará fatalmente de mim, e não tenho que fazer para mim mesma uma alma: tenho apenas que escolher viver. Somos livres, e este é o inferno. p. 148, Clarice Lispector, In: A Paixão Segundo GH, 5 ed. Rio de Janeiro, J. Oliympio 1977 páginas diversas
- “Quanto a meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha. Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.”
- “Que ninguém se engane: só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.”
- “Viajo porque gosto, volto porque te amo.”
- “Vida e morte foram minhas, e eu fui monstruosa, minha coragem foi a de um sonâmbulo que simplesmente vai.”
- “Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir”.
- “Sempre conservei uma aspa à esquerda e outra à direita de mim.”
- “Só trabalho com achados e perdidos.”
- “Todo cidadão tem o direito de ir e vir. Desde que seja a pé, de outra forma paga pedágio.”
Entrevista dada a Júlio Verner:
- JV: É mais difícil você se comunicar com o adulto ou com a criança?
- CL: Quando me comunico com criança é fácil porque sou muito maternal. Quando me comunico com o adulto, na verdade, estou me comunicando com o mais secreto de mim mesma.
- JV: O adulto é sempre solitário?
- CL: O adulto é triste e solitário.
- JV: E a criança?
- CL: A criança tem a fantasia solta.
Água Viva
- “Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama.” – Água Viva, Clarice Lispector, Editora Rocco, 1998. p. 66.
- “(…) Atravessei a rua e tomei um táxi. A brisa arrepiava-me os cabelos da nuca. E eu estava tão feliz que me encolho no canto do táxi de medo porque a felicidade dói. E isto tudo causado pela visão do homem bonito. Eu continuava a não querê-lo para mim – gosto é de pessoas um pouco feias e ao mesmo tempo harmoniosas, mas ele de certo modo dera-me muito com o sorriso de camaradagem entre pessoas que se entendem. Tudo isso eu não entendia.
A coragem de viver: deixo oculto o que preciso ser oculto e precisa irradiar-se em segredo. Calo-me. (…) Clarice Lispector, in: Água Viva, Círculo do Livro, 1973 p. 76-7
- “E ninguém é eu. E ninguém é você. Esta é a solidão.”
– Agua viva – página 41, Clarice Lispector – Círculo do Livro, 1973 – 115 páginas
- “É uma infâmia nascer para morrer não se sabe quando nem onde”.
– Clarice Lispector, em “Agua viva” : ficção, Publicado por Editora Artenova, 1973 – 115 páginas
- “Há muita coisa a dizer que não sei como dizer. Faltam as palavras. Mas recuso-me a inventar novas: as que existem já devem dizer o que se consegue dizer e o que é proibido. E o que é proibido eu adivinho. Se houver força. Atrás do pensamento não há palavras: é-se. Minha pintura não tem palavras: fica atrás do pensamento. Nesse terreno do é-se sou puro êxtase cristalino. È-se. Sou-me. Tu te és.” – Água Viva, Clarice Lispector, Editora Rocco, 1998. p. 27.
- “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada.” Água Viva, Clarice Lispector, Editora Rocco, 2008. p. 20.
- “Ouve-me. Ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e, sim, outra coisa. (…) Capta a “outra coisa” porque eu mesma não posso. ::- Agua viva – página 35, Clarice Lispector – Círculo do Livro, 1973 – 115 páginas
- “Ouve-me, ouve meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Quando digo “águas abundantes” estou falando da força de corpos nas água do mundo. Capta essa outra coisa que na verdade falo porque eu mesma não posso. Lê a energia que está no meu silêncio. Ah, tenho medo de Deus e do meu silêncio.” Água Viva, p. 33 – Editora Círculo do livro 1973.
- “Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão.” – Água Viva, Clarice Lispector, Editora Rocco, 1973.
- “Ah viver é tão desconfortável. Tudo aperta: o corpo exige, o espírito não pára, viver parece ter sono e não poder dormir – viver é incômodo. Não se pode andar nu nem de corpo nem de espírito.” Água Viva – página 67, Clarice Lispector – Círculo do Livro, 1973.
- “Eu não te disse que viver é apertado? Pois fui dormir e sonhei que te escrevia um largo majestoso e era mais verdade ainda do que te escrevo: era sem medo. Esqueci-me do que no sonho escrevi, tudo voltou para o nada, voltou para a Força do que Existe e que se chama às vezes Deus. Tudo acaba mas o que te escrevo continua. O que é bom, muito bom. O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas.” Água Viva – página 67, Clarice Lispector – Círculo do Livro, 1973.
Laços de família
- “Abandone-se, tente tudo suavemente, não se esforce por conseguir – esqueça completamente o que aconteceu e tudo voltará com naturalidade.”
- “Ali estava uma mulher que a gulodice do mais fino sonho jamais poderia imaginar.” (A menor mulher do mundo)
- “E de tal modo haviam se disposto as coisas que o amor doloroso lhe pareceu felicidade.”
- “Nada impediria que essa mulher que andava rolando os quadris subisse mais um degrau misterioso nos seus dias.” (Laços de família)
- “Oh Deus, eu que faço concorrência a mim mesma. Me detesto. Felizmente os outros gostam de mim. É uma tranqüilidade.Um sopro de vida.”
- “Onde aprender a odiar para não morrer de amor?”
– “Laços de família: contos” – Página 119; de Clarice Lispector, Lídia Jorge – Publicado por Relógio d’Agua, 1989 – 123 páginas
- “Perder-se significa ir achando e nem saber o que fazer do que se for achando.”
- “Porém nenhuma vez mais se repetiu. Porque a verdade era um relance.” (Feliz Aniversário)
- “Quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho.”
- “Sem entender jamais o que havia debom em ser gente, em sentir-se cansada, em diariamente falir; só os iniciados compreedem essa nuance de vício e esse refinamento de vida.” (Imitação da Rosa)
- “Sua sensibilidade incomodava sem ser dolorosa, como uma unha quebradiça.”
Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres
- “(…) E era bom. “Não entender” era tão vasto que ultrapassava qualquer entender – entender era sempre limitado. Mas não entender não tinha fronteiras e levava ao infinito, ao Deus. Não era um não entender como um espírito. O bom era ter inteligência e não entender. Era uma benção como a de ter loucura sem ser doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez. (…) Clarice Lispector, in: Uma aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, 8a. ed, RJ: Editora Nova Fronteira, 1980, p. 44
- “De Ulisses ela aprendera a ter coragem de ter coragem de ter fé – muita coragem, fé em quê ? Na própria fé, que a fé pode ser um grande susto, pode significar cair no abismo, Lóri tinha medo de cair no abismo e segurava-se numa das mãos de Ulisses enquanto a outra mão de Ulisses empurrava-a para o abismo – em breve ela teria que soltar a mão menos forte do que a que a empurrava, e cair, a vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre. A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um humano.”
Ver artigo principal: Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres.
- O óbvio, Lóri, é a verdade mais difícil de se enxergar” (Clarice Lispector, in: Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres)
- “Nós ainda somos moços, podemos perder algum tempo sem perder a vida inteira.”
– “Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres” – Página 47; de Clarice Lispector – Publicado por Rocco, 1998.
Um sopro de vida
- “Eu escrevo para nada e para ninguém. Se alguém me ler será por conta própria e autorrisco. Eu não faço literatura: eu apenas vivo ao correr do tempo. O resultado fatal de eu viver é o ato de escrever. Há tantos anos me perdi de vista que hesito em procurar em encontrar. Estou com medo de começar. Existir me dá às vezes tal taquicardia. Eu tenho tanto medo de ser eu. Sou tão perigoso. Me deram um nome e me alienaram de mim.”
- “(…) Ângela é doida. Mas tem uma lógica matemática na sua doidice aparente. E se diverte muito a escandalosa. Aguça-se demais e depois não sabe o que fazer de si. Que se dane. Entre o “sim” e o “não” só há um caminho. Escolher. Ângela escolheu “sim”. Ela é tão livre que um dia será presa. “Presa por quê?” “Por excesso de liberdade.” “Mas essa liberdade é inocente?” “É.” “Até mesmo ingênua.” “Então por que a prisão?” “Porque a liberdade ofende.” (…)In: Um Sopro de Vida: (Pulsações),8a. ed. Editora Nova Fronteira, 1978, p. 66
- “Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por que dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma.”
- “Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto — e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras — quais? talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no poço fundo.”
- “Quem dá aos pobres, tem que pagar o motel.” (não encontrada no livro Editora Nova Fronteira, 1978 / 3ª edição)
- Na verdade, Angela…”O que me mata é o cotidiano. Eu queria só exceções.”
– “Um sopro de vida: pulsações” – Página 66; de Clarice Lispector – Publicado por Editora Nova Fronteira, 1978 – 162 páginas
- “Oh Deus, eu que faço concorrência a mim mesma. Me detesto. Felizmente os outros gostam de mim. É uma tranqüilidade.”
- “Ser um ser permissível a si mesmo é a glória de existir.”
- “Só isso, Dener.”[1]
Perto do coração selvagem
- “É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.”
- “Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.” página 74, Clarice Lispector – Nova Fronteira, 1980 – 216 páginas
- “Quem se recusa o prazer, quem se faz de monge, em qualquer sentido, é porque tem uma capacidade enorme para o prazer, uma capacidade perigosa – daí um temor maior ainda. Só quem guarda as armas a chave é quem receia atirar sobre todos”
- “(…) tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. (…) CL [Perto do coração selvagem]
- “Tudo o que poderia existir, já existe. Nada mais pode ser criado senão revelado.”
Especiais
- “Comecei a escrever pequenos contos logo que me alfabetizaram, e escrevi-os em português, é claro. Criei-me em Recife. […] E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo.”
– Ao falar sobre seus primeiros textos
- (…) quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, “sempre” não acaba nunca. (Clarice Lispector, in: Como nasceram as estrelas)
- “Sou brasileira naturalizada, quando, por questão de meses, poderia ser brasileira nata. Fiz da língua portuguesa a minha vida interior, o meu pensamento mais íntimo, usei-a para palavras de amor.”
– Ao falar de suas origens
- “[…] talvez porque para as outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever.”
– Ao ser perguntada porque escolheu a literatura para sua vocação
- “O bagulho é louco e o processo é lento.”
– citado em “Moreno Em Ato” – Página 83, Anna Maria Knobel, Editora Agora, 2004, ISBN 8571838860, 9788571838864 – 286 páginas
Atribuídas
- “Na arte, a inspiração tem um toque de magia, porque é uma coisa absoluta, inexplicável. Não creio que venha de fora pra dentro, de forças sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo “eu” da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e cósmico.”
– Clarice Lispector citada em Gps Espiritual – página 37, Meire Yamaguchi, Clube de Autores, 2008, 180 páginas
- “Não entendo, apenas sinto. Tenho medo de um dia entender e deixar de sentir.” [Carece de fontes para: Clarice Lispector e/ou Caio Fernando Abreu]
- “Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento.”
– citado em “Moreno Em Ato” – Página 32, Anna Maria Knobel, Editora Agora, 2004, ISBN 8571838860, 9788571838864 – 286 páginas
- “Amar não acaba. É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera.”
– Fonte: http://www.caras.uol.com.br – 5 de novembro de 2009 – EDIÇÃO 835 – Citações
Veja também
- A paixão segundo G.H. (livro)
- Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (livro)
Clarice Lispector
PERFIL 
Pseudônimo(s) Helen Palmer, Teresa Quadros Nascimento 10 de dezembro de 1920
Chechelnyk, Guberniya da Podólia
Rep. Pop. UcrâniaMorte 9 de dezembro de 1977 (56 anos)
Rio de Janeiro,
Rio de JaneiroNacionalidade
brasileiraProgenitores Mãe: Mania “Marieta” Lispector
Pai: Pinkhas “Pedro” LispectorCônjuge Maury Gurgel Valente (1943-1959) Filho(s) 2 Ocupação Romancista, escritora, contista, colunista, cronista e jornalista Influências Prémios Prémio Jabuti (1961), (1978) Magnum opus Escola/tradição Modernismo Religião Judaísmo Assinatura 
FONTES
A Hora da Estrela, A Paixão segundo G.H., artistas, Brasil, cientistas, citações, Clarice Lispector, colunista, contista, cronista, entrevista, escritora, escritores, famosas, Fiódor Dostoievski, filósofos, fotos, Franz Kafka, frases, Herman Hesse, humanidade, ideias, Influências, inovações, invenções, James Joyce, jornalista, Judaísmo, Katherine Mansfield, Laços de Família, marcantes, modernismo, mundo, pensador, pensadora, pensadores, pensamentos, polêmicas, professores, romancista, sociedade, ucrânia, vídeos, Virginia Woolf, wikipedia, wikiwand
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