Denis_Diderot_111“Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos chamando-lhes cidadãos.”

– Avoir des esclaves n’est rien, ce qui est intolérable c’est d’avoir des esclaves et de les appeler citoyens.
– Denis Diderot  citado em “Chronique française du XXe siècle”, Volume 10‎ – Página 167, Paul Vialar – Del Duca, 1955.

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Denis Diderot

(Langres, 5 de outubro de 1713 — Paris, 31 de julho de 1784)

filósofo e escritor francês

Denis Diderot (francês: [dəni didʁo]) nasceu na Champanha

Diderot é considerado por muitos um precursor da filosofia anarquista.

Sua obra prima é a edição da Encyclopédie (1750-1772) ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers (Dicionário razoado das ciências, artes e ofícios), onde reportou todo o conhecimento que a humanidade havia produzido até sua época.

Demorou 21 anos para ser editada, e é composta por 28 volumes. Mesmo que na época o número de pessoas que sabia ler era pouco, ela foi vendida com sucesso.

Denis conseguiu uma fortuna. Deu continuidade com empenho e entusiasmo apesar de alguma oposição da Igreja Católica e dos poderes estabelecidos.


“Coisas das quais nunca se duvidou, jamais foram provadas.”

– Ce qu’on n’a jamais mis en question n’a point été prouvé.

– Œuvres philosophiques et dramatiques de M. Diderot‎ – Volume 3, Página 39, item XXXI, Denis Diderot – 1772 – 15 páginas


Diderot escreveu também algumas outras peças teatrais de pouco êxito.

Destacou-se particularmente nos romances, nos quais segue as normas dos humoristas ingleses, em especial de Sterne: A Religiosa, O Sobrinho de Rameau, Jacques, o fatalista e seu mestre. Escreveu vários artigos de crítica de arte.

Diderot foi um dos primeiros autores que fazem da literatura um ofício, mas sem esquecer jamais que era um filósofo.

Preocupava-se sempre com a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino.

“Dizem que o desejo é produto da vontade, mas dá-se o oposto: a vontade é produto do desejo.”

– On dit que le désir naît de la volonté, c’est le contraire, c’est du désir que naît la volonté.

– Oeuvres complètes: Revues sur les éditions originales … Étude sur Diderot et le mouvement philosophique au XVIIIe siècle, Volume 9‎ – Página 352, Denis Diderot – Garnier, 1875

“A paixão destrói mais preconceitos do que a filosofia.”

– Les passions détruisent plus de préjugés que la philosophie.

– “Entretiens sur le Fils naturel” in “Œuvres de Denis Diderot”, Volume 6‎ – Página 387, Denis Diderot – A. Belin, 1819

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“Engolimos de uma vez a mentira que nos adula, e bebemos gota a gota a verdade que nos amarga.”

– On avale à pleine gorgée le mensonge qui nous flatte, et l’on boit goutte à goutte une vérité qui nous est amère

– “Le Neveu de Rameau” in: “Œuvres inédites: Le neveu de Rameau. Voyage de Hollande”‎ – Página 76, Denis Diderot – J.L.J. Brière, 1821 – 388 páginas

“Há apenas um dever: o de sermos felizes.”

– A parler rigoureusement, il n’ya qu’un devoir; c’est d’être heureux

– “Essai sur les règnes de Claude et de Néron” in: “Oeuvres de Denis Diderot”, Volume 6‎ – Página 235, Denis Diderot – A. Belin, 1819

“Nem que seja para fazer alfinetes, o entusiasmo é indispensável para sermos bons no nosso ofício.”

– Ne fit-on que des épingles, il faut être enthousiaste de son métier pour y exceller.

– “Observations sur la Sculpture et sur Bouchardon” in: “Oeuvres de Denis Diderot”, Volume 4‎ – Página 575, Denis Diderot – A. Belin, 1818

“Se a razão é uma dádiva do céu, e se o mesmo se pode dizer quanto à fé, o céu nos deu dois presentes incompatíveis e contraditórios.”

– Si la raison est un don du Ciel et que l’on en puisse dire autant de la foi, le Ciel nous a fait deux présents incompatibles et contradictoires.

– “Pensées Philosophiques” in: Œuvres de Denis Diderot, Volume 1‎ – Página 245, item V, Denis Diderot, Jacques André Naigeon – J.L.J. Brière, 1821

“Quando o padre apoia uma inovação, ela é má; quando se lhe opõe, ela é boa.”

– Lorsque le prêtre favorise une innovation, elle est mauvaise : lorsqu’il s’y oppose, elle est bonne.

– Oeuvres philosphiques de Denis Diderot: Suite de l’apologie de M. l’abbé de Prades. – Volume 2, Página 241, item CXXXIX, Denis Diderot – Librairie philosophique, 1752

“Quando comparamos nossos talentos aos de Leibniz, ficamos tentados a jogar fora nossos livros e irmos morrer em silêncio, no escuro de algum recanto esquecido.”

– Oeuvres complètes

Denis Diderot by Jean Antoine Houdon

  • “Se, quando somos ricos, temos tudo, qual o interesse em termos mérito e virtude?”

  • “Devem exigir que eu procure a verdade, não que a encontre.”

  • “Perguntaram um dia a alguém se havia ateus verdadeiros. Você acredita, respondeu ele, que haja cristãos verdadeiros?”

  • “Não se retém quase nada sem o auxílio das palavras, e as palavras quase nunca bastam para transmitir precisamente o que se sente.”

  • “A sabedoria não é outra coisa senão a ciência da felicidade.”

Denis Diderot

“A cólera prejudica o repouso da vida e a saúde do corpo; ofusca o entendimento e cega a razão.”

– Denis Diderot citado em “3001 pensamentos” – Página 65, CABADA, Gerardo, Edicoes Loyola, 2001, ISBN 8515023075, 9788515023073 – 288 páginas

“Este é um trabalho que só pode ser realizado por uma sociedade de pessoas letradas e trabalhadores habilidosos, cada um fazendo separadamente sua parte, mas todos comprometidos conjuntamente apenas por zelo aos melhores valores da raça humana e pelo sentimento de mútua boa vontade.”

– Diderot. The Many Faces of Philosophy : Reflections from Plato to Arendt – Página 237, Oxford University Press, 2001, ISBN 0195134028

Sobre

“Como Diderot já disse, em ‘O Sobrinho de Rameau’, a pessoa que ensina a ciência não é a mesma que entende dela e a realiza com seriedade, pois a esta não sobra tempo para ensinar.”

– Arthur Schopenhauer in: “A Arte de Escrever” – página 25, traduçãode Pedro Sussseking, L&PM Editores, ISBN 8525414646, 9788525414649, 176 páginas

Mal atribuídas

“O homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”

– na verdade de Jean Meslier, cura da comuna francesa de Étrépigny, em seu livro Extrait des sentiments de Jean Meslier

. Diderot o teria parafraseado posteriormente em seu poema Les Éleuthéromanes

:- Diderot em Les Éleuthéromanes[1]

Referências

“E suas mãos arrancarão as entranhas do padre / na falta de uma corda para estrangular os reis”

“Et ses mains ourdiraient les entrailles du prêtre / Au défaut d’un cordon pour étrangler les rois”

Giba Assis Brasil, Terra Magazine. Publicado em 3 de agosto de 2006.

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Admirador entusiasta da vida em todas as suas manifestações, Diderot não reduziu a moral e a estética à fisiologia, mas situou-as num contexto humano total, tanto emocional como racional.

FONTES

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