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Dia Internacional do Orgulho LGBT 🕗 28 de Junho

O Dia Internacional do Orgulho LGBT ou simplesmente Dia do Orgulho Gay é comemorado anualmente em 28 de junho em todo o mundo.
Esta data tem o principal objetivo de conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia para a construção de uma sociedade livre de preconceitos e igualitária, independente do gênero sexual.
FONTE: CALENDARR
Nos últimos anos, o movimento passou a utilizar a sigla reduzida LGBTQIA+, cujo termo completo é LGBTQQICAPF2K+ para os indivíduos que se identifiquem como:
L: Lésbicas
G: Gays
B: Bissexuais
T: Transexuais, Transgêneros, Travestis
Q: Queer
Q: Questionando
C: Curioso
I: Intersexo
A: Assexual
P: Pansexual
P: Polissexual
F: Familiares e amigos
2: 2-espíritos
K: Kink
+: Demais orientações sexuais e identidades de gêneroAinda que não explícitos na sigla, Não-Binariedade e Drag Queen também são considerados.
O Dia do Orgulho LGBTQIA+ também é um reforço para lembrar as pessoas que todos devem se orgulhar de sua sexualidade e não sentir vergonha da sua orientação sexual.
Não importa a orientação sexual de uma pessoa, o importante é ser respeitada como um ser humano e ter todos os seus direitos garantidos.
Normalmente, são organizadas festas e desfiles nas grandes cidades para reunir os membros da comunidade e simpatizantes do movimento com o intuito de celebrar o amor e a igualdade entre todos os gêneros.
Além disso, em algumas cidades, ainda acontece a tradicional Parada do Orgulho Gay, um gigantesco desfile que chega a reunir milhões de pessoas, como em São Paulo, por exemplo.
Origem do Dia do Orgulho LGBT
O Dia do Orgulho LGBT foi criado e é celebrado em 28 de junho em homenagem a um dos episódios mais marcantes na luta da comunidade gay pelos seus direitos: a Rebelião de Stonewall Inn.
Em 1969, esta data marcou a revolta da comunidade contra uma série de invasões da polícia de Nova York aos bares que eram frequentados por homossexuais, que eram presos e sofriam represálias por parte das autoridades.
A partir deste acontecimento foram organizados vários protestos em favor dos direitos dos homossexuais por várias cidades norte-americanas.
A 1ª Parada do Orgulho Gay foi organizada no ano seguinte (1970), para lembrar e fortalecer o movimento de luta contra o preconceito.
A Revolta de Stonewall Inn é tida como o “marco zero” do movimento de igualdade civil dos homossexuais no século XX.
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Raul Seixas 🟢 78 Anos

“O importante não é voltar com a vitória,
mas sim, lutar por aquilo que se tem amor.”
— Raul Seixas
Raul Seixas
Raul Santos Seixas
(Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989)
cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista brasileiro
Frequentemente considerado como um dos pioneiros do rock brasileiro.
“Eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida, mas eu acho isso uma grande piada e um tanto quanto perigosa.”
— Raul Seixas em “Ouro de Tolo“
Também foi produtor musical da CBS, durante sua estada na cidade do Rio de Janeiro e, por vezes, é chamado de Pai do Rock Brasileiro e Maluco Beleza.
Sua obra musical é composta por dezessete discos lançados durante 26 anos de carreira.
“Todo professor é poeta, e vice-versa”
— Psicografado por Paul Sampaio
Seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de fato conseguiu unir ambos os gêneros em músicas como Let me Sing, Let me Sing.[4]
Seu álbum de estreia, Raulzito e os Panteras (1968) foi produzido quando integrava o grupo Raulzito e os Panteras, mas só ganhou notoriedade crítica e de público com músicas como Ouro de Tolo, Mosca na Sopa e Metamorfose Ambulante, do álbum Krig-ha, Bandolo!, de 1973.
“Eu não posso entender tanta gente
aceitando a mentira …
Porque quando eu jurei meu amor
Eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei,
Que ninguém nesse mundo é feliz
tendo amado uma vez.”
— Raul Seixas em “Ouro de Tolo“
Raul com Paulo Coelho, seu grande parceiro de composições belíssimas.
Raul Seixas tinha um estilo musical que era chamado de “contestador e místico”. Isso se deve aos ideais que defendia, como a Sociedade Alternativa apresentada no álbum Gita, lançado em 1974, influenciado por figuras como o ocultista britânico Aleister Crowley.

Raul com Chacrinha. Cético e agnóstico, Raul se interessava por filosofia (principalmente metafísica e ontologia), psicologia, história, literatura, inglês e latim.
Algumas ideias dessas correntes foram muito aproveitadas em sua obra, que possuía uma recepção boa ou de curiosidade por conta disso.
“Só há amor quando não existe nenhuma autoridade.”
— Raul Seixas
Nos anos 80, continuou produzindo álbuns que venderam bem, como Abre-te Sésamo (1980), Raul Seixas (1983), Uah- Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! (1987) e A Panela do Diabo (1989), esse último em parceria com o também baiano e amigo Marcelo Nova.
Sua obra musical tem aumentado continuamente de tamanho, na medida em que seus discos (principalmente álbuns póstumos) continuam a ser vendidos, tornando-o um símbolo do rock do país e um dos artistas mais cultuados e queridos entre os fãs nos últimos anos.
“Todos os partidos são variantes do absolutismo.”
— Raul Seixas
Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Raul Seixas na 19.ª posição, superando nomes como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Heitor Villa- Lobos e outros.[10]
No ano anterior, a mesma revista promoveu a Lista dos Cem Maiores Discos da Música Brasileira, onde dois de seus álbuns apareceram: Krig-ha, Bandolo!, na 12.ª posição e Novo Aeon, na 53.ª posição.[11]
Raul Seixas
Raul Santos Seixas
(Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989)
cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista brasileiro
FONTES

aniversário, artistas, Brasil, celebração, cientistas, CITAÇÕES, comemoração, escritores, etimologia, famosas, filósofos, frases, humanidade, ideias, inovações, invenções, literatura, marcantes, mundo, pensador, pensadora, pensadores, pensamentos, polêmicas, professores, Raul Seixas, sociedade, wikipedia, wikiwand -
Gilberto Gil 🟢 81 Anos

“Minha aura clara, só quem é clarividente pode ver, Fogo eterno pra afugentar, o inferno pra outro lugar.”
– Gilberto Gil, na canção “Palco”
Gilberto Gil
81 Anos
Gilberto Passos Gil Moreira, mundialmente conhecido como Gilberto Gil GCIH (Salvador, 26 de junho de 1942), é um músico brasileiro, conhecido por sua inovação musical e por ser vencedor de prêmios Grammys, Grammy Latino, galardeado pelo governo francês com a Ordem Nacional do Mérito (1997).
Em 1999, foi nomeado “Artista pela Paz”, pela UNESCO.[2]
Gil foi também embaixador da ONU para agricultura e alimentação e Ministro da Cultura do Brasil (2003– 2008).
Em mais de cinquenta álbuns lançados, ele incorpora a gama eclética de suas influências, incluindo rock, gêneros tipicamente brasileiros, música africana e reggae, por exemplo.
Biografia
Gilberto Gil nasceu em 26 de junho de 1942, em Salvador, Bahia.
É o primogênito de José Gil Moreira, médico formado pela Universidade da Bahia, e de Claudina Passos Gil Moreira, professora primária.
Aos três anos de idade, o menino já manifestava seu desejo de ser músico, fascinado com os sons da banda local, do sanfoneiro Cinézio e dos cantadores e violeiros[4] – remanescentes dos trovadores medievais, cantam versos de improviso, fazendo desafios entre si, contando estórias e história nos pontos mais longínquos do interior. Era uma das principais fontes de informação da população nordestina do Brasil.
Seus versos eram feitos impressos em cordeis[7].
Liberdade digital
Lembrando que Gilberto Gil participou recentemente de um disco livre promovido mundialmente pela Creative Commons com a música Oslodum.
Em 11 de março de 2007, o jornal estadunidense The New York Times dedicou uma matéria aos esforços de Gilberto Gil em relação a “flexibilizar direitos autorais”.
Jimmy Cliff e Gilberto Gil.
A matéria, intitulada Gilberto Gil Hears the Future, Some Rights Reserved (Gil ouve o futuro, com alguns direitos reservados) elogia o trabalho do ministro da cultura quanto à aliança formada com a Creative Commons em 2003, uma de suas primeiras ações como ministro.
“Minha visão pessoal é que a cultura digital traz consigo uma nova ideia de propriedade intelectual, e que esta nova cultura de compartilhamento pode e deve informar políticas governamentais.”, disse Gil.[101][102]
Gilberto Gil em festa com a família. Esposa, filhos e netos.
Vida pessoal
Em 2009, o cantor obteve a cidadania italiana, por ser casado com Flora Giordano, neta de italianos. [103]
O cantor é pai de oito filhos.
Do casamento com Belina de Aguiar Gil Moreira teve: Nara de Aguiar Gil Moreira (1966) e Marília de Aguiar Gil Moreira (3 de fevereiro de 1967).
Do casamento com Sandra Barreira Gadelha Gil Moreira, teve Pedro Gadelha Gil Moreira (17 de maio de 1970 – 25 de Janeiro de 1990), Preta Maria Gadelha Gil Moreira (8 de agosto de 1974) e Maria Gadelha Gil Moreira (13 de Janeiro de 1976).
Com Flora Nair Giordano Gil Moreira, teve Bem Giordano Gil Moreira (13 de Janeiro de 1985), Isabela Giordano Gil Moreira (3 de Janeiro de 1988) e José Gil Giordano Gil Moreira (27 de Agosto de 1991).
Caetano Veloso e Gilberto Gil tocando juntos durante um show.
Discografia
- 1963 – Salvador – 1962/1963
- 1967 – Louvação
- 1968 – Tropicalia ou Panis et Circencis – (com Caetano Veloso, Gal Costa, Os Mutantes, Torquato Neto, Tom Zé, Nara Leão e Rogério Duprat)
Tropicália – Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé, Rita Lee e os Mutantes.
- 1968 – Gilberto Gil
- 1969 – Gilberto Gil
- 1970 – Copacabana Mon Amour (trilha sonora)
- 1971 – Gilberto Gil
- 1972 – Barra 69 – Caetano e Gil Ao Vivo na Bahia
Tropicália – Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Jorge Ben, Rita Lee e os Mutantes.
- 1972 – Expresso 2222
- 1974 – Cidade Do Salvador
- 1974 – Ao Vivo
- 1975 – Refazenda
- 1975 – Gil & Jorge – Ogum – Xangô
- 1977 – Refavela
- 1977 – Refestança
- 1978 – Ao Vivo em Montreux
- 1979 – Nightingale
- 1979 – Realce
- 1981 – Brasil
- 1981 – Luar (A Gente Precisa Ver o Luar)
- 1982 – Um Banda Um
- 1983 – Extra [WEA Latina]
- 1984 – Quilombo (trilha sonora)
- 1984 – Raça Humana
- 1985 – Dia Dorim Noite Neon
- 1987 – Em Concerto
- 1987 – Um Trem para as Estrelas (trilha sonora)
- 1988 – Ao Vivo em Tóquio (Live in Tokyo)
- 1989 – O Eterno Deus Mu Dança
- 1991 – Parabolicamará
- 1994 – Acústico MTV
- 1995 – Esotérico: Live in USA 1994
- 1995 – Oriente: Live in Tokyo
- 1996 – Em Concerto
- 1996 – Luar
- 1997 – Indigo Blue
- 1997 – Quanta
- 1998 – Ao Vivo em Tóquio (Live in Tokyo) [Braziloid]
- 1998 – O Sol de Oslo
- 1998 – O Viramundo (Ao Vivo)
- 1998 – Quanta Gente Veio Ver
- 1998 – Ensaio Geral (caixa com gravações de 1967 a 1977)
- 2000 – Me, You, Them
- 2001 – Milton e Gil
- 2001 – São João Vivo
- 2002 – Kaya N’Gan Daya
- 2002 – Quanta Live
- 2002 – Z: 300 Anos de Zumbi
- 2004 – Eletrácustico
- 2005 – Ao Vivo
- 2005 – As Canções de Eu, Tu, Eles
- 2005 – Soul of Brazil
- 2006 – Gil Luminoso
- 2006 – Rhythms of Bahia
- 2008 – Banda Larga Cordel
- 2009 – BandaDois – Ao Vivo
- 2010 – Fé na Festa
- 2010 – Fé na Festa: Ao Vivo
- 2011 – Gil + 10: Gilberto Gil Convida ao Vivo
- 2012 – Concerto de cordas e Maquinas de Ritmo
- 2012 – Ivete, Gil e Caetano (com Ivete Sangalo e Caetano Veloso)
- 2014 – Gilbertos Samba
- 2014 – Live in London ’71 – (com Gal Costa)
- 2015 – Dois Amigos, um Século de Música
Gilberto Gil em 1979.
CITAÇÃO
Gilberto Gil – A conceituação do amor
“Drão! O amor da gente é como um grão / Uma semente de ilusão / Tem que morrer pra germinar / Plantar nalgum lugar / Ressuscitar no chão / Nossa semeadura / Quem poderá fazer aquele amor morrer / Nossa caminhadura / Dura caminhada / Pela noite escura.”
Gilberto Gil, em trecho da canção ‘Drão‘, de sua autoria.
Gilberto Gil
Gilberto Passos Gil Moreira
26 de junho de 1942
81 Anos
FONTES
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George Orwell 🟢 120 Anos

“A história é escrita pelos vencedores.”
– George Orwell
George Orwell
pseudónimo de
Eric Arthur Blair
(Motihari, Índia Britânica, 25 de junho de 1903 — Camden, Londres, Reino Unido, 21 de janeiro de 1950)
escritor, jornalista e ensaísta político inglês
Sua obra é marcada por uma inteligência perspicaz e bem-humorada, uma consciência profunda das injustiças sociais, uma intensa oposição ao totalitarismo e uma paixão pela clareza da escrita.
FONTE: WIKIWAND
Sua hostilidade ao Stalinismo e pela experiência do socialismo soviético,[6] um regime que Orwell denunciou em seu romance satírico A Revolução dos Bichos,[7][8] (traduzido no Brasil também como A Fazenda dos Animais, a partir das edições de 2020) se revelou uma característica constante em sua obra.
Considerado talvez o melhor cronista da cultura inglesa do século XX,[9] Orwell dedicou-se a escrever resenhas, ficção, artigos jornalísticos polêmicos, crítica literária e poesia.
Ele é mais conhecido pelo romance distópico Nineteen Eighty- Four, escrito em 1949, e pela novela satírica Animal Farm (1945).
Juntas, estas obras venderam mais cópias do que os dois livros mais vendidos de qualquer outro escritor do século XX.[10]
Um outro livro de sua autoria, Homage to Catalonia (1938) – um relato de sua experiência como combatente voluntário no lado republicano da Guerra Civil Espanhola — também é altamente aclamado, assim como seus ensaios sobre política, literatura, linguagem e cultura.[11]
Em 2008, o The Times classificou-o em segundo lugar em uma lista de “Os 50 maiores escritores britânicos desde 1945”.[12]
A influência de Orwell na cultura contemporânea, tanto popular quanto política, perdura até hoje. Vários neologismos criados por ele, assim como o termo orwelliano — palavra usada para definir qualquer prática social autoritária ou totalitária[13] — já fazem parte do vernáculo popular.
CITAÇÕES
FONTE: WIKIQUOTE
- “Podemos ver que, como usada, a palavra fascismo é quase que inteiramente sem sentido. Na conversa, obviamente, é usada de forma mais desenfreada do que na imprensa. Eu ouvi sendo aplicada a fazendeiros, lojistas, crédito social, punição corporal, caça às raposas, touradas, o comitê de 1922, o comitê de 1941, Kipling, Gandhi, Chiang Kai-Shek, homossexualidade, as transmissões de Priestley, albergues de estudantes, astrologia, mulheres, cachorros, e eu não o que mais.”
– It will be seen that, as used, the word ‘Fascism’ is almost entirely meaningless. In conversation, of course, it is used even more wildly than in print. I have heard it applied to farmers, shopkeepers, Social Credit, corporal punishment, foxhunting, bullfighting, the 1922 Committee, the 1941 Committee, Kipling, Gandhi, Chiang Kai-Shek, homosexuality, Priestley’s broadcasts, Youth Hostels, astrology, women, dogs, and I do not what else.– Orwell and Politics, George Orwell, Peter Davison, Penguin Books Limited · 2001, ISBN: 9780141913926, 0141913924
- “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros”.
– All animals are equal, but some animals are more equal than others.– Animal Farm: A Fairy Story – Página 192 – Houghton Mifflin Harcourt, 2009
- “Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.”
– If liberty means anything at all it means the right to tell people what they do not want to hear– Orwell and Politics: Animal Farm in the Context of Essays, Reviews and Letters Selected from the Complete Works of George Orwell – Página 314, de George Orwell, Peter Davison, Peter Hobley Davison, Timothy Garton Ash – Publicado por Penguin, 2001 ISBN 014118518X, 9780141185187 – 560 páginas
- “O homem é a única criatura que consome sem produzir.”
– Man is the only creature that consumes without producing– Animal Farm: A Fairy Story – Página 29, de George Orwell, Russell Baker, C. M. Woodhouse – Publicado por Signet Classic, 1996 ISBN 0451526341, 9780451526342 – 140 páginas
- “A guerra é a paz. A liberdade é a escravatura. A ignorância é a força.”
– War is Peace; Freedom is Slavery; Ignorance is Strength– Nineteen Eighty Four – Página 10, de George Orwell – Publicado por 1st World Publishing, 2004, ISBN 1595404325, 9781595404329 – 388 páginas
- “O que é realmente assustador quanto ao totalitarismo não é que cometa ‘atrocidades’, mas que agrida o conceito de verdade objetiva.”
– Poder e mentira; tradução de Paulo Geiger. Texto citado na revista Exame. Ano 51. N° 7 – 12/04/2017.
- “[…] O Partido procura o poder por amor ao poder. Não estamos interessados no bem–estar alheio; só estamos interessados no poder. Nem na riqueza, nem no luxo, nem em longa vida de prazeres: apenas no poder, poder puro. (…) Somos diferentes de todas as oligarquias do passado, porque sabemos o que estamos fazendo. Todas as outras, até mesmo as que se assemelhavam conosco, eram covardes e hipócritas. Os nazistas alemães e os comunistas russos muito se aproximaram de nós nos métodos, mas nunca tiveram a coragem de reconhecer os próprios motivos. Fingiam, talvez até acreditassem, ter tomado o poder sem querer, e por tempo limitado, e que bastava dobrar a esquina para entrar num paraíso onde os seres humanos seriam iguais e livres. Nós não somos assim. Sabemos que ninguém jamais toma o poder com a intenção de largá-lo. O poder não é um meio, é um fim em si. Não se estabelece uma ditadura com o fito de salvaguardar uma revolução; faz-se a revolução para estabelecer a ditadura. O objetivo da perseguição é a perseguição. O objetivo da tortura é a tortura. O objetivo do poder é o poder.” (1984)
- “O que é preciso, acima de tudo, é deixar o significado escolher a palavra, e não o contrário. Em prosa, a pior coisa que alguém pode fazer com as palavras é render-se a elas.”
Em “Política e a Língua Inglesa” (1946)
- “Não é uma questão de se a guerra é real ou não é. A vitória não é possível. A guerra não é destinada para ser ganha. É destinada para ser contínua. Uma grande sociedade arcaica só é possível às custas da pobreza e da ignorância.”
– That’s not a matter if wether the war it’s not real of if it is. Victory it’s not possible. The war it’s not meant to be won. It’s meant to be continuous. A high archical society is only possible on the basis of poverty and ignorance.
- “O homem é tão bom quanto o seu desenvolvimento tecnológico o permite ser.”
– Men are only as good as their technical development allows them to be.– “Inside the whale, and other essays” – página 60, George Orwell – V. Gollancz ltd., 1940 – 188 página
1984
- “Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado… quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente agora?! Agora testemunhe, está logo atrás da porta”
- “Quando se ama alguém, ama-se, e quando não se tem nada mais para lhe dar, ainda se lhe dá amor.” – 1984, George Orwell, Companhia Editora Nacional, 2005. p. 159.
- “As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas. Com efeito, se não se lhes permitir ter padrões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas.” – 1984, George Orwell, Companhia Editora Nacional, 2005. p. 199.
- “Mas depois de lê-lo tinha maior certeza de não estar louco. Estar em minoria, mesmo em minoria de um, não era sintoma de loucura. Havia verdade e havia mentira, e não se está louco porque se insiste em se agarrar à verdade mesmo contra o mundo todo.(…)” – 1984, George Orwell, Companhia Editora Nacional, 2005. p. 209.
- “Ocorreu-lhe que a vida toda de um homem era desempenhar um papel, e que achava perigoso abandonar, por um momento que fosse, sua falsa personalidade.” – 1984, George Orwell, Companhia Editora Nacional, 2005. p. 209.
- “Os melhores livros (…) são aqueles que lhe dizem o que você já sabe.” – 1984, George Orwell, Companhia Editora Nacional, 2005. p. 236.
- “A Terra é tão velha quanto o homem, e nada mais. Como poderia ser mais velha? Nada existe exceto pela via da consciência humana.” – 1984, George Orwell, Companhia Editora Nacional, 2005. p. 253.
- “Antes do homem, não havia nada. Depois do homem, se por acaso acabasse, nada haveria. Fora do homem não há nada.” – 1984, George Orwell, Companhia Editora Nacional, 2005. p. 253.
- “(…) Que sabemos das coisas, exceto através de nossa mente? Tudo o que acontece, acontece na cabeça. E o que acontece em todas as mentes, de fato acontece.” – 1984, George Orwell, Companhia Editora Nacional, 2005. p. 265.
- “As massas nunca se revoltam por iniciativa própria, e nunca se revoltam só porque são oprimidas. Acontece que enquanto não lhes for permitido contar com termos de comparação, elas nunca chegarão sequer a dar-se conta de que são oprimidas.”
– George Orwell, 1984; tradução de Alexandre Hubner e Heloisa Jahn, São Paulo: Companhia das Letras. 2009, p. 244.- Fala atribuída ao personagem Emmanuel Goldstein
A Revolução dos Bichos
- “O Homem é a única criatura que consome sem produzir”
– “Man is the only creature that consumes without producing”– George Orwell; livro: Orwell A Revolução dos Bichos; página 11; Editora Aleph; criado em 1945
MAIS CITAÇÕES
FONTE: MUNDO EDUCAÇÃO
- “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia, e a mídia controla a massa.”
- “Em tempos de engano universal, falar a verdade torna-se um ato revolucionário.”
- “Quando se ama alguém, ama-se, e quando não se tem nada mais para lhe dar, ainda se lhe dá amor.”
- “Quem controla o passado controla o futuro. Quem controla o presente controla o passado.”
- “Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.”
- “A linguagem política dissimula para fazer as mentiras soarem verdadeiras e para dar aparência consistente ao puro vento.”
- “Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros.”
- “Ver aquilo que temos diante do nariz requer uma luta constante.”
- Retire-se da cena o homem e a causa principal da fome e da sobrecarga de trabalho desaparecerá para sempre.
George Orwell • 120 Anos
aniversário, artistas, Brasil, celebração, cientistas, CITAÇÕES, comemoração, escritores, etimologia, famosas, filósofos, frases, humanidade, ideias, inovações, invenções, literatura, marcantes, mundo, pensador, pensadora, pensadores, pensamentos, polêmicas, professores, sociedade, wikipedia, wikiwand -
Richard Bach • 87 Anos

“Vê mais longe a gaivota que voa mais alto.”
“The gull sees farthest who flies highest.”
– Richard Bach, em ‘Fernão Capelo Gaivota’
Richard Bach
Richard Bach (Oak Park, Illinois, 23 de junho de 1936) é um escritor de nacionalidade norte-americana.
Bach alcançou enorme sucesso com Fernão Capelo Gaivota, que não foi igualado por seus livros posteriores; entretanto, seu trabalho continua popular entre os leitores.
Jonathan Livingston Seagull (bra/prt: Fernão Capelo Gaivota) é uma fábula em forma de novela, publicada em 1970, sobre uma gaivota tentando aprender sobre a vida e o voo, e uma homilia sobre a autoperfeição, escrita pelo autor estadunidense Richard Bach e ilustrada por Russell Munson.
“Aprender é descobrir aquilo que você já se sabe. Fazer é demonstrar que você sabe. Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você. Vocês são todos aprendizes, fazedores, professores.”
“Learning is finding out what you already know. Doing is demonstrating that you know it. Teaching is reminding others that they know just as well as you. You are all learners, doers, and teachers.”
– Richard Bach, em ‘Illusions’; citado in Student leadership programs in higher education – Página 38, Dennis C. Roberts – ACPA Media, Southern Illinois University Press, 1981 – 239 páginas
A principal ocupação de Bach foi a de piloto reserva da Força Aérea e praticamente todos os seus livros envolvem o voo, desde suas primeiras histórias sobre voar em aeronaves até suas últimas, onde o voo é uma complexa metáfora filosófica.
Richard Bach usava a Internet no princípio da década de 1990 com sua própria seção na Compuserve, de onde respondia e-mails pessoalmente, até que a enorme demanda o obrigou a largar o passatempo. Ele também mantinha um website, que , a partir de novembro de 2005, passou a apenas possuir uma ligação (em inglês) para a venda do livro “Messiah’s Handbook – Reminders for the Advanced Soul” (Manual do Messias – Um guia para a alma avançada).

Acidente de aviação
Em setembro de 2012, o escritor ficou gravemente ferido na queda de um avião que pilotava, no estado de Washington. Richard Bach despenhou-se com uma pequena aeronave quando tentava aterrar na ilha de San Juan, no Estado de Washington, tendo sofrido ferimentos na cabeça e no ombro[1].
Obras publicadas
- Stranger to the Ground (Estranho à Terra) – 1963
- Biplane (Biplano) – 1966
- Nothing by Chance (Nada por Acaso) – 1969
- Jonathan Livingston Seagull (Fernão Capelo Gaivota) – 1970
- A Gift of Wings (O Dom de Voar) – 1974
- There’s No Such Place As Far Away (Longe é um lugar que não existe) – 1976
- Illusions (Ilusões – As aventuras de um messias indeciso) – 1977
- The Bridge Across Forever (A Ponte para o Sempre) – 1984
- One (Um) – 1988
- Running from Safety (Fugindo do Ninho) – 1994
- Out of My Mind (Fora de Mim – A descoberta de saunders-vixen) – 1999
- The Ferret Chronicles:Air Ferrets Aloft (Um voo solitário, tradução de Ivo Korytowski) – 2002Rescue Ferrets at Sea (Resgate no Mar, tradução de Ivo Korytowski) – 2002Writer Ferrets: Chasing the Muse (Em Busca de Inspiração, tradução de Ivo Korytowski) – 2002Rancher Ferrets on the Range – 2003
- The Last War – 2003
- Flying – 2003
- Messiah’s Handbook (Manual do Messias – Um guia para a alma avançada) – 2004
Referências
Ligações externas
“O que você faria se não tivesse medo?”
– Richard Bach, em ‘Ilusões: As aventuras de um Messias Indeciso’
FONTES
87 Anos, aniversário, artistas, Brasil, celebração, cientistas, CITAÇÕES, comemoração, escritores, etimologia, famosas, Fernão Capelo Gaivota, filósofos, frases, humanidade, ideias, inovações, invenções, literatura, marcantes, mundo, pensador, pensadora, pensadores, pensamentos, polêmicas, professores, provérbio, Richard Bach, sociedade, wikipedia, wikiwand -
Meryl Streep • 74 Anos

“Não há roteiro sobre como criar uma família:
é sempre uma negociação enorme.”
“There’s no road map on how to raise a family: it’s always an enormous negotiation.”
– Meryl Streep
Meryl Streep
74 Anos
Mary Louise Streep (Summit, 22 de junho de 1949) [1][2] mais conhecida pelo nome artístico Meryl Streep, é uma atriz norte-americana, reconhecida como uma das mais talentosas de todos os tempos. [3][4][5]
No mesmo ano estreou no cinema com o filme Julia(1978) e Kramer vs. Kramer (1979) seguidos por, entre outros como Sophie’s Choice (1982), Out of Africa (1985), The Devil Wears Prada (2006), Mamma Mia! (2008) e The Iron Lady (2011).
Streep fez sua estréia profissional na peça Trelawny of the Wells (1975) e sua estréia na televisão no telefilme The Deadliest Season (1977).
Meryl Streep – atriz, em ‘Kramer vs. Kramer’, de 1979.
“Acho que seu eu, emerge mais claramente com o tempo.”
“I think your self emerges more clearly over time.”
– Meryl Streep
Conhecida como uma das atrizes mais premiadas de todos os tempos, Meryl Streep já recebeu 20 indicações ao Oscar (recorde entre as categorias ligadas a atuação), vencendo três vezes.
Também recebeu 29 indicações ao Globo de Ouro, vencendo oito, também um recorde para o prêmio.
“Sou uma humanista.
Sou a favor do equilíbrio fácil e agradável.”
“I am a humanist. I am for nice, easy balance.”
– Meryl Streep
A atriz também recebeu dois Emmys, dois Screen Actors Guild Awards, o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes e no Festival de Berlim, cinco New York Film Critics Circle Awards, dois BAFTA, dois Australian Film Institute Award, quatro indicações ao Grammy Awarde uma indicação Tony Award, entre outros prêmios.
Recebeu o prêmio honorário do American Film Institute em 2004 e o Kennedy Center Honor em 2011, ambos por sua contribuição para a cultura dos Estados Unidos através das artes performáticas, sendo a mais jovem artista da história a receber tal distinção.
Foi condecorada por duas vezes pelo presidente Barack Obama, em 2010 e 2014, com a Medalha Nacional das Artes[6] e a Medalha Presidencial da Liberdade, mais alta condecoração civil dos Estados Unidos.[7][8]
Meryl Streep vive a ativista feminista Emmeline Pankhurst, em ‘As sufragistas’.
Origem
Meryl Streep nasceu em Summit, no estado americano de Nova Jérsei.[9]
Sua mãe, Mary Wolf (1915–2001), era comerciante de artes e editora em uma publicação especializada, seu pai, Harry William Streep Jr. (1910–2003), era executivo em uma indústria farmacêutica.[10][11][12]
Tem dois irmãos: Dana David e Harry William III.[13]
“Não suporto a maioria das coisas que vejo.”
“I can’t stand most things that I see.”
– Meryl Streep
A sua família é de origem alemã, especificamente da região de Loffenau, seu tataravô, Gottfried Streep, foi quem imigrou para os Estados Unidos. Outra parte de sua família paterna é da região suíça de Giswil.
Sua mãe tinha origem inglesa, alemã e irlandesa.
Parte da família materna da atriz é dos estados da Pennsylvania e Rhode Island, e descende de imigrantes ingleses dos século XVII.[12][14]
Meryl Streep em ‘Mamma Mia’.
Streep cresceu em Bernardsville no estado de Nova Jérsei, onde estudou no Bernards High School.[15]
Graduou-se em teatro dramático no renomado Vassar College em 1971 (onde por pouco tempo foi aluna da atriz Jean Arthur).[16]
Também foi estudante visitante do Dartmouth College e fez mestrado em Artes Dramáticas na Universidade de Yale, curso durante o qual participou de várias montagens teatrais, como Sonho de uma noite de verão, de William Shakespeare.[17]
Meryl Streep com Anne Hathaway, em ‘O diabo veste Prada’.
Em sua carreira Meryl Streep participou de mais de 50 filmes.[104]
Seus maiores sucessos comerciais em todo o mundo foram os filmes Mamma Mia!, que arrecadou 609,8 milhões de dólares, The Devil Wears Prada, que arrecadou 326,6 milhões, A.I. Artificial Intelligence (235,9 milhões), It’s Complicated (219,1 milhões) e Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events (209,1 milhões de dólares).[105]
Seu segundo filme, The Deer Hunter, foi eleito, em 1998, durante as comemorações de 100 anos da invenção do cinema, o 78º melhor filme de todos os tempos, pelo American Film Institute.[106]
Em 2001 o filme foi eleito o 30º mais “eletrizante” de todos os tempos.[107] Na atualização da lista dos 100 melhores filmes da história feita em 2007, a produção subiu para a 53ª posição; e Sophie’s Choice, pelo qual Meryl recebeu o Oscar de Melhor Atriz, passou a figurar no ranking, ocupando o 91ª lugar.[108]
Meryl interpretando Florence.
“É bom que a Terra seja redonda,
assim não vemos muito à frente.”
“It is well that the earth is round that we do not see too far ahead.”
– Meryl Streep
Ainda de acordo com a instituição, que elege os 10 melhores filmes de cada gênero – e atualiza a lista anualmente – Kramer vs. Kramer e A Cry in the Dark ocupam, respectivamente, a 3ª e a 9ª posição na lista dos dez melhores filmes da história sobre julgamentos.[109]
Em 2002 três filmes estrelados pela atriz fora ranqueados na lista das 100 melhores histórias de amor de todos os tempos: Out of Africa, na 13ª posição, Manhattan, na 66ª posição, e The Bridges of Madison County, na 90ª posição.[110]
No ano seguinte a AFI elegeu Karen Silkwood, a personagem vivida por Meryl em Silkwood, como o 47º melhor herói de todos os tempos. [111]Manhattan é também a 46ª melhor comédia de todos os tempos.[112]
Sotaques
Meryl Streep é conhecida pela sua grande capacidade de mimetizar sotaques, desde o dinamarquês de Out of Africa (1985); ao inglês britânico de Plenty (1985), de The French Lieutenant’s Woman (1981) e de The Iron Lady (2011); o italiano em The Bridges of Madison County (1995); o sotaque de Minnesota em A Prairie Home Companion (2006) e o irlandês em Ironweed, até o sotaque do Bronx em Doubt.
Meryl Streep com Jack Nicholson, em ‘Ironweed’, de Hector Babenco.
Em A Cry in the Dark (1988), os críticos ficaram impressionados com a capacidade de Meryl misturar o sotaque australiano com o da Nova Zelândia.
Para o seu papel em Sophie’s Choice (1982), ela usa o sotaque polonês, e fala fluentemente em alemão e polonês nas cenas- chave.[113]
Em The Iron Lady, ela reproduziu o estilo estridente de falar de Margaret Thatcher antes dela se tornar primeira ministrar, e o tom mais suave após as lições de fonoaudiologia.[114]
De acordo com ela própria, os sotaques são uma parte óbvia da construção dos personagens.
Certa vez, perguntada sobre isso ela respondeu:
“Eu sou sempre confrontada por essa questão… Como eu posso interpretar um personagem e falar como eu mesma?”.
Quando questionada sobre como consegue reproduzir os diferentes sotaques ela respondeu:
“Eu os ouço.”[115]
Filantropia
É co-fundadora do Mothers e Others um grupo de consumidores que advogam desde os anos 1990 sobre a proteção das saúde infantil, o meio ambiente e apoiam a agricultura orgânica.[172]
Também apoia o Centro para a Saúde e o Meio ambiente Global da Harvard Medical School, o Scenic Hudson, e a Coalizão pela Saúde Infantil, além do Equality Now uma campanha global pelos direitos de mulheres e meninas ao redor do mundo. [172]
Doou todo o seu cachê do filme The Iron Lady, além de outros valores em dinheiro para o National Women’s History Museum.[173]
Em 2012 doou 1 milhão de dólares para o The Public Theatre,[174] e desde o início de 2013 apoia a campanha da grife Gucci liderada por Beyoncé Knowles Chime For Change, para o empoderamento de mulheres em todo o mundo.[175]
Meryl com Hugh Grant em ‘Florence’.
Meryl Streep na cultura pop
Suas atuações são uns dos principais elementos que inspiraram a obra do artista plástico novaiorquino Michael Cavayero:
“Comecei a pintar este quadros da jovem Meryl Streep talvez na primavera de 2008. Eu acho que eu sempre gostei dela. Meu pai costumava fazer-me ver um monte de filmes dela com ele, principalmente em VHS’s dos anos 80, quando eu era mais jovem. Isso era uma espécie de ‘segundo tempo’ dos filmes”, disse.[176]
Parte dos retratos de Meryl, como a versão da famosa fotografia de Annie Leibovitz de Meryl para a capa da revista Rolling Stone em 1981[177] fizeram parte de uma exposição no Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.[178]
Em uma sequência do filme The First Wives Club (1996), Brenda (Bette Midler) pega uma estatueta do Oscar pertencente a Elise (Goldie Hawn) e exclama:
“Vem escrito ‘eu venci a Meryl!?’”, em referência às 14 vezes em que a atriz foi indicada mas não ganhou o prêmio.
A frase foi repetida pela atriz Jennifer Lawrence durante seu discurso de agradecimento ao Globo de Ouro de Melhor Atriz no Cinema – Comédia ou Musical em janeiro de 2013, que tinha Meryl como uma das indicadas, o que gerou controvérsias na imprensa e na internet.[179]
Em 2010, aos 60 anos, Streep se tornou a mais velha pessoa a estampar a capa de uma revista Vogue, no caso, a edição francesa da publicação, onde apareceu ao lado de Penélope Cruz.[180]
Em dezembro de 2011, com 62 anos, ela saiu, desta vez sozinha, na capa da Vogue America.[181]
Desde março de 2013, o “título” pertence a Tina Turner, que saiu na Vogue Alemanha.[182]
A atriz é tema de três músicas: “Meryl Streep”, da banda de electro californianaIndigo;[183] Meryl Streep Is A Fucking Liar, do grupo de screamo rock estadunidense Usurp Synapse[184] e em Think Of Meryl Streep, apresentada no musical de 1988 Fame, baseado no filme homônimo de 1980.[185]
Em 2013 ela apareceu ao lado de outros artistas e modelos como Johnny Depp e Kate Moss interpretando uma fã do ex-Beatle Paul McCartney no videoclipe da música Queenie Eye.[186]
Na primeira temporada do seriado Modern Family o personagem Cameron (Eric Stonestreet) após ouvir que Meryl não teria sido a melhor escolha para o filme Mamma Mia! afirma:
“Desculpa. Meryl poderia interpretar Batman e ainda sim ser a escolha correta”.
A frase se tornou um meme quando o ator Ben Affleck foi escolhido para interpretar o herói, em 2013.[187]
No Oscar 2014, a atriz participou da célebre selfie comandada pela apresentadora Ellen DeGeneres, anfitriã da noite, que teve mais de 2,7 milhões de compartilhamentos, chegando a colapsar o Twitter por alguns minutos. A imagem se tornou a foto mais retuitada da história.[188]
Prêmios
Prêmios de atuação
Uma das atrizes mais premiadas de todos os tempos, Meryl Streep recebeu 19 indicações ao Oscar, 14 ao BAFTA, 3 ao Emmy, 28 ao Globo de Ouro, 5 ao Grammy, 16 ao SAG Awards, e uma ao Tonny, além de diversos outras premiações, que somam cerca de 215 indicações. Sendo recordista de indicações no Oscar e no Globo de Ouro.[18][26] [33][35]
Venceu o Oscar por três vezes,[26] (ficando atrás apenas de Katharine Hepburn, que recebeu o prêmio por quatro vezes).
É a maior vencedora da história do Globo de Ouro, com nove prêmios.[189]
Meryl Streep faz emocionado discurso anti-Trump no Globo de Ouro.
Possui os prêmios de melhor atriz nos festivais de Cannes e Berlim. Do último também recebeu um prêmio honorário pelo conjunto da carreira.[43][51]
Entre os prêmios honorários, destacam-se também o César, da Academia Francesa de Cinema e o AFI Lifetime Award, do American Film Institute.[51]
Principais prêmios recebidos por Meryl Streep
(para a lista completa veja página detalhada)
Prêmio Ano Categoria Título do Filme Ref. Oscar 2012 [26] 1982 [26] 1979 [26] Globo de Ouro 2012 [33] 2010 [33] 2007 [33] 2004 [33] 2003 [33] 1982 [33] 1981 [33] 1979 [33] BAFTA 2012 [35] 1981 [35] Emmy 2004 [128] 1978 [128] Festival de Cannes 1989 A Cry in the Dark[43] Festival de Berlim 2012 honorário[190] 2003 [191] Vida pessoal
Família
Meryl Streep viveu com o ator John Cazale por três anos, antes de sua morte em 1978.
Nas últimas semanas antes de sua morte, se mudou para o hospital onde diariamente lia para ele o jornal imitando um comentarista esportivo e tentando confortá-lo até seus últimos momentos.[156]
Parte da história dos dois é descrita por amigos do casal, como Al Pacino, no documentário I Knew It Was You: Rediscovering John Cazale, de 2009.[157][158]
Meryl Streep com suas três filhas.
Se casou com o escultor Don Gummer, em setembro de 1978.[159]
Os dois se conheceram através do irmão de Meryl, Harry, amigo de longa data de Don.
A cerimônia foi apenas para família de ambos em Mason’s Island, Connecticut.
Em maio do ano seguinte os dois fizeram um pequeno coquetel para os amigos para celebrar o casamento.[160]
Durante seu discurso de agradecimento ao Oscar, em 2013, Meryl dedicou o prêmio ao marido antes de agradecê-lo às demais pessoas.
“Primeiramente eu gostaria de agradecer Don, porque quando se agradece ao marido no final do discurso, eles aumentam o volume da música e eu faço questão de que ele saiba que tudo que eu valorizo em nossas vidas foi ele que me deu”, disse.[161]
Eles tiveram quatro filhos: Henry Wolfe Gummer, nascido em 1979; Mamie Gummer, nascida em 1983; Grace Gummer, nascida em 1986; e Louisa Jacobson Gummer, nascida em 1991. Tanto Mamie como Grace são atrizes, enquanto Henry é músico e ator.[10][162][163][164]
“Mesmo quando ainda era jovem e sem dinheiro, trabalhava direto durante quatro meses e ficava desempregada de novo. Então meus filhos nunca sabiam quando eu estaria em casa. Isso foi muito valioso, mas é uma luta contínua. As mulheres têm de fazer tudo isso. E também, quanto mais flexível o trabalho fica, mais os pais se envolvem.”
— Meryl Streep após receber seu terceiro Oscar, em 2012, comentando a dificuldade de conciliar carreira e família.[165].
Meryl e o filho Henry atuaram juntos na peça The Seagull, em 2001.[134]
O ano de 1979 foi o primeiro em que Meryl Streep foi indicada ao Oscar – já foram 20 indicações até hoje – e, daquela vez, ela competia por ‘O Franco Atirador’.
A filha do meio, Grace Gummer, estará ao lado da mãe no filme The Homesman, em fase de pós-produção, previsto para estrear em 2014.[166]
Já a mais velha, Mamie Gummer, atuou com Meryl em duas ocasiões: na sua estréia no cinema, ainda criança, em Heartburn e, mais recentemente, na adaptação do romance de Susan Minot, Evening.
Fisicamente parecida com Meryl, afirmou recentemente em entrevista a Folha de S. Paulo que tenta afastar-se da imagem da mãe, apesar de sua grande influência em sua carreira.[163]
“Cresci em uma área rural e fui intocada pelo glamour da profissão. Acho que ter assistido ao jeito como minha mãe levou sua carreira me deu um grande modelo de como devo me portar e de como fazer as coisas do jeito certo. Espero que eu tenha aprendido.”
— Mamie Gummer em entrevista à Folha de S. Paulo sobre a influência de Meryl Streep em sua carreira.[163].
CITAÇÃO
Meryl Streep – Entrega total e influência sobre os outros
“Integre o que você acredita em todas as áreas da sua vida. Leve o seu coração ao trabalho, e peça, o mais e o melhor de todos os outros também.”
Meryl Streep / Fonte: Mensagens com Amor
Meryl Streep
Mary Louise Streep
(Summit, 22 de junho de 1949)
74 Anos
FONTES
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Machado de Assis • 184 Anos

“A abolição é a aurora da liberdade;
emancipado o preto,
resta emancipar o branco.”
— Machado de Assis, em “Esaú e Jacó” (1904)
Machado de Assis
184 Anos
Joaquim Maria Machado de Assis
(Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores como um dos maiores senão o maior nome da literatura do Brasil.[4][5][6][7][8]
Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário.[9][10]
Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi grande comentador e relator dos eventos político- sociais de sua época.[11]
O jovem Machado aos 25 anos, 1864, gostava de teatro e lutava para subir socialmente. Foto de Insley Pacheco.
Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade.[12]
Os biógrafos notam que, interessado pela boemia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual.[13]
Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas.
Em sua maturidade, reunido a colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras.[14]
Sua extensa obra constitui-se de nove romances e peças teatrais, duzentos contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de seiscentas crônicas. [15][16]
Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).[17] [18] Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, ortodoxamente conhecidas como pertencentes a sua segunda fase, em que se notam traços de pessimismo e ironia, embora não haja rompimento de resíduos românticos.
Dessa fase, os críticos destacam que suas melhores obras são as da Trilogia Realista.[3]
Sua primeira fase literária é constituída de obras como Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, onde notam-se características herdadas do Romantismo, ou “convencionalismo”, como prefere a crítica moderna. [19]
Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse acadêmico e público.[20]
Influenciou grandes nomes das letras, como Olavo Bilac, Lima Barreto, Drummond de Andrade, John Barth, Donald Barthelme e outros.[21]
Em seu tempo de vida, alcançou relativa fama e prestígio pelo Brasil,[22] contudo não desfrutou de popularidade exterior na época. Hoje em dia, por sua inovação e audácia em temas precoces, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes,[23] de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos, estudiosos e admiradores do mundo inteiro.
Machado de Assis é considerado um dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões.[24]
Imprensa Nacional, c.1880, onde Machado de Assis iniciou seus serviços como tipógrafo e revisor.
Jornais, poemas e a sociedade
Tudo indica que Machado evitou o subúrbio carioca e procurou a subsistência no centro da cidade.[39] Com muitos planos e espírito aventureiro, fez algumas amizades e relacionamentos. Em 1854, publicou seu primeiro soneto, dedicado à “Ilustríssima Senhora D.P.J.A”, assinando como “J. M. M. Assis”, no Periódico dos Pobres.[40] No ano seguinte, passou a frequentar a livraria do jornalista e tipógrafo Francisco de Paula Brito. Paula Brito era um humanista e sua livraria, além de vender remédios, chás, fumo de rolo, porcas e parafusos, [41] também servia como ponto de encontro da sua Sociedade Petalógica (peta=(ê), s. f. 1. Mentira, patranha).[42] Um tempo mais tarde, Machado se referiria à Sociedade da seguinte forma: “Lá se discutia de tudo, desde a retirada de um ministro até a pirueta da dançarina da moda, desde o dó do peito de Tamberlick até os discursos do Marquês do Paraná“.[43]
Aos 21 anos de idade Machado já era uma personalidade considerada entre as rodas intelectuais cariocas. A esta altura já era conhecido por Quintino Bocaiúva, que o convidou para o Diário do Rio de Janeiro, onde Machado trabalhou intensamente como repórter e jornalista de 1860 a 1867, com Saldanha Marinho supervisionando-o.[40] Colaborou para o Jornal das Famílias sob pseudônimos: Job, Vitor de Paula, Lara, Max, e para a Semana Ilustrada, assinando seu nome ou pseudos, até 1857.[53] Bocaiúva admirava o gosto de Machado pelo teatro, mas considerava suas obras destinadas à leitura e não à encenação.[54] Com a morte do pai, Machado lhe dedica a coletânea de poesias “Crisálidas”: “À Memória de Francisco José de Assis e Maria Leopoldina Machado de Assis, meus Pais.”[55]
Em 1865, Machado havia fundado uma sociedade artístico-literária chamada Arcádia Fluminense, onde tivera a oportunidade de promover saraus com leitura de suas poesias e estreitar contato com poetas e intelectuais da região.
Machado escrevia crítica teatral e, segundo Almir Guilhermino, aprendeu a língua grega para se familiarizar cedo com Platão, Sócrates e o teatro grego.[58] De acordo com Valdemar de Oliveira, Machado era “rato de coxia” e frequentador de rodas teatrais junto com José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, e outros.[59]
Carolina Augusta e seu marido, Machado de Assis.
Noivado, cartas e relacionamento
Machado teria um outro encontro que mudou de vez a sua vida. Um de seus amigos, Faustino Xavier de Novaes (1820-1869), poeta residente em Petrópolis, e jornalista da revista O Futuro,[34] estava mantendo sua irmã, a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais, desde 1866 em sua casa, quando ela chegou ao Rio de Janeiro do Porto.[53] Segundo os biógrafos, veio a fim de cuidar de seu irmão que estava enfermo,[65]enquanto outros dizem que foi para esquecer uma frustração amorosa. Carolina despertara a atenção de muitos cariocas; muitos homens que a conheciam achavam-na atraente, e extremamente simpática. Com o poeta, jornalista e dramaturgo Machado de Assis não fora diferente. Tão logo conhecera a irmã do amigo, logo apaixonou-se. Até essa data o único livro publicado de Machado era o poético Crisálidas (1864) e também havia escrito a peça Hoje Avental, Amanhã Luva (1860), ambos sem muita repercussão. Carolina era cinco anos mais velha que ele; deveria ter uns trinta e dois anos na época do noivado.[64] Os irmãos de Carolina, Miguel e Adelaíde (Faustino já havia morrido devido a uma doença que o levou à insanidade), não concordaram que ela se envolvesse com um mulato.[26] Contudo, Machado de Assis e Carolina Augusta se casaram no dia 12 de Novembro de 1869.[55]
Diz-se que Machado não era um homem bonito, mas era culto e elegante.[55] Estava apaixonado por sua “Carola”, apelido dado pelo marido. Entusiasmava a esposa com cartas românticas e que previam o destino dos dois; durante o noivado, em 2 de março de 1869, Machado havia escrito uma carta íntima que dizia: “…depois, querida, ganharemos o mundo, porque só é verdadeiramente senhor do mundo quem está acima das suas glórias fofas e das suas ambições estéreis.”[66] Suas cartas endereçadas a Carolina são todas assinadas como “Machadinho”. [66]Outra carta justifica uma certa complexidade no começo de seu relacionamento: “Sofreste tanto que até perdeste a consciência do teu império; estás pronta a obedecer; admiras-te de seres obedecida”, o que é um mistério para os recentes estudiosos das correspondências do autor.[66] A carta do primeiro trecho aqui transposto traz uma alusão às flores que a esposa lhe teria mandado e ele, agradecido, teria as beijado duas vezes como se beijasse a própria Carolina.[67]
Machado de Assis c. 1905, pintado por Henrique Bernardelli.
Inspirados na Academia Francesa, Medeiros e Albuquerque, Lúcio de Mendonça, e o grupo de intelectuais da Revista Brasileira idearam e fundaram, em 1897, junto ao entusiasmado e apoiador Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras, com o objetivo de cultuar a cultura brasileira e, principalmente, a literatura nacional.[82] [83]
Unanimemente, Machado de Assis foi eleito primeiro presidente da Academia logo que ela havia sido instalada, no dia 28 de janeiro do mesmo ano. [14]
Como escreve Gustavo Bernardo, “Quando se fala Machado fundou a Academia, no fundo o que se quer dizer é que Machado pensava na Academia. Os escritores a fundaram e precisaram de um presidente em torno do qual não houvesse discussão.”[84]
No discurso inaugural, Machado aconselhou aos presentes: “Passai aos vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles os transmitam também aos seus, e a vossa obra seja contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira.”[85]
Últimos anos
Com a morte da esposa, entrou em profunda depressão, notada pelos amigos que lhe visitavam, e, cada vez mais recluso, encaminhou-se também para sua morte.
Numa carta endereçada ao amigo Joaquim Nabuco, Machado lamenta que “foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo […]”[92]
Antes de sua morte, em 1908, e depois da morte da esposa, em 1904, Machado viu publicar suas últimas obras: Esaú e Jacó (1904), Memorial de Aires (1908), e Relíquias da Casa Velha (1906). No mesmo ano desta última obra, escreveu sua última peça teatral, Lição de Botânica.
Em 1905, participou de uma sessão solene da Academia para a entrega de um ramo de carvalho de Tasso, remetido por Joaquim Nabuco.[53] Com Relíquias, reuniu em livro mais algumas de suas produções, como também o soneto “A Carolina”, “preito de saudade à esposa morta.”[93] Em 1907, dá início ao seu último romance, Memorial de Aires, que é um livro norteado por uma poesia leve e tranquila e tendente à saudade.[94]
Machado de Assis em homenagem do Banco Central na cédula de mil cruzados.
Obra
Em sua História da Literatura Brasileira, José Verissimo dedica-se a um capítulo inteiro para tratar de Machado de Assis e lhe separa duas fases de sua obra: uma ligada à escola romântica (ou aos convencionalismos da época) e outra realista.[112]
Em sua História da Literatura Brasileira, José Verissimo dedica-se a um capítulo inteiro para tratar de Machado de Assis e lhe separa duas fases de sua obra: uma ligada à escola romântica (ou aos convencionalismos da época) e outra realista.[112]
Os romances da primeira fase seriam Ressurreição (1872), A Mão e a Luva(1874), Helena (1876), Iaiá Garcia (1878), enquanto que os da segunda seriam todos os outros restantes de sua carreira, Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1891), Dom Casmurro(1899), Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908), pertencentes ao Realismo. Embora esta divisão seja ortodoxa entre os acadêmicos, o próprio Machado escrevera numa apresentação de uma reedição de Helena que este romance e os outros de sua fase “romanesca” possuíam um “eco de mocidade e fé ingênua.”[113]
Estilo
A obra de Machado de Assis assume uma originalidade despreocupada com as modas literárias dominantes de seu tempo.
Os acadêmicos notam cinco fundamentais enquadramentos em seus textos: “elementos clássicos” (equilíbrio, concisão, contenção lírica e expressional), “resíduos românticos” (narrativas convencionais ao enredo), “aproximações realistas” (atitude crítica, objetividade, temas contemporâneos), “procedimentos impressionistas” (recriação do passado através da memória), e “antecipações modernas” (o elíptico e o alusivo engajados a um tema que permite diversas leituras e interpretações).[127]
Otelo e Desdêmona por Muñoz Degrain, 1881, é um retrato do drama Otelo de William Shakespeare. Correlação arquétipa com o ciúme do Bentinho de Dom Casmurro.
Temática
A temática de Machado envolve desde o uso de citações referentes a eventos de sua época até os mais intricados conflitos da condição humana.
É capaz de retratar desde relações implicitamente homossexuais e homoeróticas, como no conto “Pílades e Orestes”,[136] até temas mais complexos e explícitos como a escravidão sob o ponto de vista cínico do senhor de escravos, sempre criticando-o de forma oblíqua.[137]
Sobre a escravidão, Machado de Assis já havia tido uma experiência familiar, quer por seus avós paternos terem sido escravos, quer porque lia os jornais com anúncios de escravos fugitivos.[138]
Em seu tempo, a literatura que denunciava crenças etnocêntricas que posicionavam os negros no último grau da escala social era distorcida ou tolhida, de modo que este tema encontra uma grande expressividade na obra do autor.[139]
A começar, a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas narra o que seria uma das páginas de ficção mais perturbadoras já escritas sobre a psicologia do escravismo: o negro liberto compra seu próprio escravo para tirar sua desforra.[137]
Outras obras notáveis, como Memorial de Aires, ou a crônica Bons Dias! de maio de 1888, ou o conto “Pai Contra Mãe” (1905), expõem explicitamente as críticas à escravidão.[137]
Esta última é uma obra pós-escravidão, como podemos notar na frase de início:
“A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos […]” [140]
Um destes ofícios e aparelhos a que Machado refere-se é o ferro que prendia o pescoço e os pés dos escravos e a máscara de folha-de- flandres. O conto é ainda uma análise de como o fim da escravidão levara estes aparelhos para a extinção, mas não levou a miséria e a pobreza. Roberto Schwarz escreve que “se grande parte do trabalho era exercido pelos escravos, restava aos homens livres trabalhos mal remunerados e instáveis.”[141]
Schwarz nota que tal dificuldade dos homens livres, somada às relações dependentes que estes homens traçarão para sua sobrevivência, são grandes temas no romance machadiano.[141]
Para Machado, o trabalho acabaria com as diferenças impostas pela escravidão.[142]
Castro Alves escrevia sobre a violência explícita a que os escravos estavam expostos, enquanto Machado de Assis escrevia as violências implícitas, como a dissimulação e a falsa camaradagem na relação senhor e escravo.[139]
Este mesmo caráter dissimulativo também é encontrado em sua ótica acerca da República e da Monarquia.
Machado influenciou nomes como Olavo Bilac e Coelho Neto,[257] Joaquim Francisco de Assis Brasil,[258] Cyro dos Anjos,[259] Lima Barreto (especialmente seu Triste Fim de Policarpo Quaresma),[260] Moacir Scliar, Múcio Leão,[261] Leo Vaz,[260] Drummond de Andrade,[262] Nélida Piñon,[263] e sua obra permanece como uma das mais respeitadas e influentes da literatura brasileira.
Ver também
- Estudiosos de Machado de Assis
- Trilogia Realista de Machado de Assis
- Romantismo no Brasil
- Realismo no Brasil
- Humanitismo
Machado de Assis fotografado por Marc Ferrez, 1890.
CITAÇÃO
Machado de Assis – O delírio e a felicidade no dia da abolição da escravatura
“Houve sol, e grande sol, naquele domingo de 1888, em que o Senado votou a lei, que a regente [ Princesa Isabel ] sancionou, e todos saímos à rua. Sim, também eu saí à rua, eu o mais encolhido dos caramujos, também eu entrei no préstito, em carruagem aberta (…) Verdadeiramente, foi o único dia de delírio que me lembra ter visto.”[175]
– Machado de Assis • Fonte: Wikiwand
Sabe-se, também, que Machado era fervorosamente contra a escravidão.
Em 1888, com a abolição da escravatura, sai às ruas em carruagem aberta, como escreveu numa crônica de ‘A Semana’.
“O juízo é a ordem, é a constituição, a justiça e as leis.”
— Machado de Assis, em “A Semana” (1897)
Machado de Assis aos 57 anos, 1896.
Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis
(Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908)
184 Anos
FONTES
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Inverno no Brasil e Verão no Hemisfério Norte

“Feliz é aquele
que nunca repara se está
no inverno ou no verão.”
O inverno (AO 1945: Inverno) é a estação mais fria das quatro estações do ano e é comum que durante esta época, em países mais perto dos polos, as temperaturas fiquem abaixo de 0 ºC e que ocorram fenômenos como a queda de neve e a formação de geada.
Quando é inverno no Brasil, que fica no hemisfério sul do Planeta, na outra metade do globo, no hemisfério norte, é verão.
ETIMOLOGIA: A palavra inverno deriva do latim, hibernum, que significa neutro, invernal, invernoso, tempo frio.
O inverno no Hemisfério Sul
O “inverno austral” tem início com o solstício de inverno no Hemisfério Sul, que ocorre por volta de 21 de junho, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 21 de setembro nesse mesmo hemisfério. No presente ano começa a No presente ano começa a 21 de junho de 2022 às 06:14 no horário de Brasília.[1]
O inverno no Hemisfério Norte
O “inverno boreal” tem início com o solstício de inverno no Hemisfério Norte, que ocorre por volta de 21 de dezembro, e termina com o equinócio de primavera, que acontece perto de 20 de março nesse mesmo hemisfério. No presente ano começa a 21 de dezembro de 2022 às 21:49 de Portugal Continental.[1]
“O inverno é uma estação de recuperação e preparação.”
“Um homem diz muitas coisas no verão,
que ele não quer dizer no inverno.”
“A man says a lot of things in summer he doesn’t mean in winter.”
Características gerais
- queda das temperaturas;
- noites mais longas e dias mais curtos;
- menos raios solares na região que está vivenciando o inverno, devido à inclinação do planeta;
- aumentos das chuvas e da umidade do ar em países de clima temperado e subtropical, que tem as quatro estações bem definidas;
- poucas chuvas e baixa umidade do ar em países de clima tropical;
- é estação do ano que sucede o outono e antecede a primavera nas regiões de clima temperado ou subtropical;
- sucede o verão chuvoso nas regiões de clima tropical.
“Para o ignorante, a velhice é o inverno;
para o instruído é a estação da colheita.”
“A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano.”
FONTES

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Excursão Junina do CPP Bauru 🚌 2023

Grupo de associados e da diretoria do CPP Bauru, aproveitam o inverno deste ano em uma excursão junina de 4 noites, que tem como roteiro, as colônias de férias do CPP em Águas de Lindóia (SP), Serra Negra (SP) e Caxambu (MG) 🕗 A partida foi no dia 14 de junho, quarta-feira, e retorno será amanhã, domingo (18)
🖼️ Confira as fotos da excursão
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Videoaula gratuita para o concurso da Seduc

Já está disponível, gratuitamente, a videoaula de introdução do curso preparatório do CPP para o concurso público da Seduc (Secretaria de Estado da Educação de São Paulo) que irá contratar 15 mil professores efetivos para os ensinos fundamental e médio da rede pública.
FONTE: CPP CENTRAL
A cortesia pode ser assistida no YouTube da TV Web CPP (e também conferida abaixo). Além disso, todos os internautas poderão baixar aqui o PDF do respectivo material digital referente à introdução.
A videoaula abaixo é o primeiro módulo do curso preparatório que o CPP, por meio do Instituto Sud Mennucci, disponibilizará online, a partir do dia 26 de junho, para quem for prestar o concurso.
E o melhor: o curso (parte geral, por meio de mais oito videoaulas) e o material disponível (em PDF, dos oito respectivos módulos) serão gratuitos para associados ou para quem vier a se associar ao CPP!
As inscrições para o curso preparatório do CPP têm início no dia 19 de junho, por meio de um formulário no site do CPP. Já anote na agenda e não perca o prazo!
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