Secretaria da Educação amplia formação sobre Educação Especial

Mais de mil servidores participaram dos cursos na capital, Ribeirão Preto e Sorocaba

No último mês, dirigentes e supervisores de ensino da rede estadual foram os primeiros a participar do curso de formação sobre Educação Especial, promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), por meio da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Estado de São Paulo (Efape).

FONTE: CPP CENTRAL

Somando as ações que ocorreram na capital, Ribeirão Preto e Sorocaba, mais de mil servidores foram contemplados.

As atividades iniciaram com a recepção dos profissionais, que foram convidados a vendar os olhos e entraram no auditório guiados por outras pessoas.

Em seguida, cada um recebeu uma caixa e, com orientação dos formadores, passaram pelo exercício de identificar o conteúdo, sem olhar. Quando os participantes retiram a venda, são estimulados a contar o que sentiram.

“Foi uma sensação assustadora. Tenho medo de altura e a entrada foi por uma escada. Quando você não enxerga, precisa confiar em quem está te guiando, perdi totalmente a referência”, contou Magda de Moraes, dirigente de ensino de Limeira.

Para Maria Isabel Faria, dirigente da região Centro Sul, na capital, a privação da visão aguçou os outros sentidos.

“Quando entrei na sala ouvi os passarinhos cantando e prestei mais atenção ao paladar, ao sabor e textura dos alimentos que comemos”.

Além da sensibilização, o curso também apresentou conceitos da Política de Educação Especial do Estado de São Paulo, publicada em 2021, e deu exemplos práticos de barreiras que precisam ser vencidas para que a escola se torne um ambiente verdadeiramente inclusivo.

“O evento foi muito gratificante. Essa formação ajuda a dar segurança aos profissionais da Educação e a fortalecer os vínculos. Não podemos deixar ninguém para trás”, disse Daniela Vieira da Silva, supervisora de ensino de Sorocaba.

Ainda na cidade de Sorocaba, o evento também contou com apresentações musicais de estudantes cegos, como Renato Henrique Gomes da Silva, 18 anos, que cursa a 2ª série do ensino médio na Escola Estadual Brigadeiro Tobias.

“Estou na mesma escola desde o 6º ano e é uma honra estudar lá. Meu projeto de vida é ser músico, gostaria muito de fazer uma faculdade de música”, conta Renato, cego de nascença, que aprendeu a cantar e tocar teclado ainda criança.

“Apesar de todos os esforços empenhados pela secretaria, os estudantes da Educação Especial também foram prejudicados durante a pandemia, alguns ficaram sem desenvolver as atividades escolares. Iniciamos este trabalho com as lideranças, para que as diretrizes que compõem a Política de Educação Especial cheguem dentro das escolas”, disse Jefferson Paulo, formador da Efape.

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