Um livro, uma guerra e o fim da escravidão

“Nunca desista, pois esse, é justamente o lugar e a hora, em que a maré vai virar.”

“Never give up, for that is just the place and time that the tide will turn.”

— Harriet Stowe

Portrait of Harriet Beecher Stowe (1811-1896), 1853. Found in the collection of the Smithsonian National Museum. (Photo by Fine Art Images/Heritage Images/Getty Images)

Harriet Stowe

Harriet Elizabeth Beecher Stowe • nascida Harriet Elizabeth Beecher

(Litchfield, Connecticut, 14 de junho de 1811Hartford, 1 de julho de 1896)

abolicionista e escritora estadunidense

Stowe escreveu 30 livros, incluindo romances, três memórias de viagens e coleções de artigos e cartas.

Ela foi influente tanto por seus escritos quanto por suas posições e debates públicos sobre as questões sociais da época.

O mais famoso é o romance Uncle Tom’s Cabin (“A Cabana do Pai Tomás”), alcançou uma audiência de milhões como romance e peça, e tornou-se influente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, energizando forças antiescravistas no norte estadunidense, enquanto provocava raiva generalizada no sul.

“Amizades são mais descobertas do que feitas.”

“Friendships are discovered rather than made.”

— Harriet Stowe

Ativismo

Harriet se tornou amiga de Calvin Stowe, um professor de teologia.

Após a morte de sua esposa, Calvin se casou com Harriet em 1836 e eles tiveram um longo casamento com sete filhos.

Voltando com seu marido para Nova Inglaterra, os Stowes estavam envolvidos no “ Underground Railroad”, a rede de indivíduos que ajudavam escravos a fugir para segurança. Enquanto eles abrigavam fugitivos, Harriet escutava as suas tristes histórias.

Em 1851 ela foi convidada a escrever para um jornal abolicionista

Seguindo os padrões estabelecidos por autores como Dickens, ela começou um romance em parcelas semanais.

Foi um grande sucesso, executando com quarenta parcelas, e foi publicado como um livro.

“Uncle Tom’s Cabin” (A cabana do Pai Tomás), como foi intitulado, é um romance envolvente que lida abertamente com os horrores da escravidão.

O livro e as peças de teatro nele inspiradas ajudaram a tornar popular vários estereótipos sobre os negros.

Destaque-se a afectuosa mammy (mãezinha) negra; o estereótipo pickaninny referente a crianças negras; e o Uncle Tom (pai Tomás), ou o obediente e serviçal sofredor devoto ao seu patrão ou patroa brancos.

Em anos mais recentes, as associações negativas a Uncle Tom’s Cabin, esconderam, até um certo ponto, o impacto histórico do livro como um “instrumento essencial anti-escravatura.”

Uncle Tom (em português, Tio Tom) é um termo pejorativo nos EUA, usado para descrever um afro-americano que, aparentemente, age de uma forma subserviente às figuras de autoridade do americano branco, ou procurando a integração com este por meio de uma desnecessária acomodação.

No romance, a estória termina com Pai Tomás, um nobre e humilde escravo cristão, sendo espancado até a morte pelo seu mestre por se recusar a revelar a localização de dois fugitivos.

Com suas últimas palavras, Tomás oferece perdão e pronuncia um apelo para a conversão.

O apaixonado e emotivo enredo de “A cabana do Pai Tomás” teve um impacto extraordinário nas pessoas e apelou poderosamente contra a escravidão.

O primeiro romance de grande sucesso, quebrou recordes de publicação, vendendo um milhão de cópias nos Estados Unidos antes da Guerra Civil. Foi um sucesso global com mais de um milhão de cópias vendidas somente na Grã-Bretanha.

Viagens e palestras

Harriet continuou a escrever livros e realizou turnês nacionais e internacionais.

Ela fez três viagens para a Europa onde encontrou com multidões, e conheceu Charles Dickens e a até a Rainha Victoria.

Permaneceu comprometida à reforma social, defendendo melhores direitos legais para mulheres e oportunidades de educação para os escravos recém-libertados.

Ela e seu marido continuaram a viver modestamente e ela doou muito de seus consideráveis lucros para boas causas. Seguido da morte de seu marido, a saúde mental de Harriet declinou e ela morreu em 1895.

“Em maioria, as mães são instintivamente filósofas.”

“Most mothers are instinctive philosophers.”

— Harriet Stowe

FONTES

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s