“A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos.”

“Une injustice, faite à un seul, est une menace pour tous les autres.”

– Montesquieu como citado em “Devoirs du chef: déontologie et psychologie professionnelle …”‎ – Página 102, Max Lambert – Presses Universitaires de France, 1942, 2a. ed. – 206 páginas

Montesquieu

Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu, conhecido como Montesquieu (castelo de La Brède, próximo a Bordéus, 18 de janeiro de 1689 — Paris, 10 de fevereiro de 1755), foi um político, filósofo e escritor francês.

Ficou famoso pela sua teoria da separação dos poderes,[1] atualmente consagrada em muitas das modernas constituições internacionais, inclusive a Constituição Brasileira.[2]


“A liberdade é o direito de fazer o que a legislação permite”

“La liberté est le droit de faire tout ce que les lois permettent”

• De l’esprit des lois‎ – Página 308, Charles de Secondat Montesquieu, 1784

Logo cedo teve formação iluminista com padres oratorianos.

Revelou-se um crítico severo e irônico da monarquia absolutista, bem como do clero católico.[1]

Adquiriu sólidos conhecimentos humanísticos e jurídicos, mas também frequentou em Paris os círculos da boêmia literária.


“Quanto menos se pensa, mais se fala.”

“Moins on pense, plus on parle.”

– Œuvres complètes‎ – página 247, de Charles de Secondat Montesquieu – 1823


Proficiente escritor, concebeu livros importantes e influentes, como Cartas persas (1721), Considerações sobre as causas da grandeza dos romanos e de sua decadência (1734) e O Espírito das leis (1748), a sua mais famosa obra. Contribuiu também para a célebre Enciclopédia, juntamente com Diderot e D’Alembert.

O Espírito das Leis (L’Esprit des lois)

Montesquieu elaborou uma teoria política, que apareceu na sua obra mais famosa, O Espírito das Leis (De L’Esprit des Loix, 1748), inspirada em John Locke e no seu estudo das instituições políticas inglesas.

É uma obra volumosa, na qual se discute a respeito das instituições e das leis, e busca-se compreender as diversas legislações existentes em diferentes lugares e épocas. Esta obra inspirou os redatores da Constituição de 1791 e tornou-se na fonte das doutrinas constitucionais liberais, que repousam na separação dos poderes legislativo, executivo e judiciário.


“Todo homem investido de poder é tentado a abusar dele.

“Tout homme qui a du pouvoir est porté à en abuser.”

– Montesquieu: Choix de textes et introduction‎ – Página 32, Charles de Secondat Montesquieu (baron de) – Louis-Michaud, 1910 – 224 páginas


“O Espírito das Leis” foi proibida em diversos círculos intelectuais e também incluída no Index Librorum Prohibitorum da Igreja Católica. Foi também duramente recriminado pelo clero francês, na Sorbonne e em diversos artigos, panfletos e outros escritos. Toda essa reação negativa deu a obra uma maior abrangência e repercussão que a conseguida por “Cartas Persas“.

“O Espírito das Leis” analisa de maneira extensa e profunda os fatos humanos com um rigoroso esboço de interpretação do mundo histórico, social e político. A pertinência das observações e a preocupação com o método permitem encontrar no seu trabalho elementos que prenunciam uma análise sociológica.


“A ignorância é a mãe das tradições”.

“L’ignorance qui est la mère des traditions.”

– Mélanges inédits de Montesquieu‎ – Página 140, Charles de Secondat Montesquieu (baron de) – G. Gounouilhou, 1892 – 302 página

  • “Um governo precisa apenas vagamente o que a traição é, e vai contribuir para o despotismo”.
– “Esprit des Lois, XII, 7”
  • “É uma infelicidade que existam tão poucos intervalos entre o tempo em que somos demasiado novos e o tempo em que somos demasiado velhos”.
– C’est un malheur qu’il y a trop peu d’intervalle entre le

– Montesquieu; Pensées et fragments inédits de Montesquieu‎ – Página 92, de Charles de Secondat Montesquieu, Gaston Jean-Marie Ludovic de Secondat Montesquieu – Publicado por G. Gounouilhou, 1901 v.2
  • “Gostaria de suprimir as pompas fúnebres. Devemos chorar pelo homem, no seu nascimento, e não na sua morte.”
– Je voudrais bannir les pompes funèbres. Il faut pleurer les hommes à leur naissance , et non pas à leur mort.

– Oeuvres‎ – Volume 6, Página 84, Charles-Louis de Secondat de Montesquieu – 1819

“Leis inúteis enfraquecem as leis necessárias.”

– les lois inutiles affaiblissent les lois nécessaires

– De l’esprit des lois, Volume 4‎ – página 109, Charles Louis de Secondat de Montesquieu – Didot, 1803
  • “Todos os homens são bestas; os príncipes são bestas que não estão atreladas.”
– Tous les hommes sont des bêtes; les princes sont des bêtes qui ne sont pas attachées

– Cahiers (1716-1755)‎ – Página 110, Charles de Secondat Montesquieu (baron de), Editores Bernard Grasset, André Masson – Bernard Grasset, 1941 – 305 páginas
  • “A luxúria é como a avareza: quantos mais tesouros tem, mais sôfrega se torna”.
– il en est de la luxure comme de l’avarice; elle augmente sa soif par l’acquisition des trésors.

– Œuvres complètes de Montesquieu: avec des notes‎ – Página 538, Charles de Secondat Montesquieu (baron de) – Lefèvre, 1835 – 771 páginas
  • “Se eu soubesse algo que me fosse útil e que fosse prejudicial à minha família, expulsá-lo-ia de meu espírito. Se eu soubesse algo útil à minha família que não o fosse à minha pátria, tentaria esquecê-lo. Se eu soubesse algo útil à minha pátria que fosse prejudicial à Europa, ou que fosse útil à Europa e prejudicial ao gênero humano, considerá-lo-ia um crime”
– Si je savais quelque chose qui me fût utile et qui fut préjudiciable à ma familie , je le rejetterais de mon esprit. Si je savais quelque chose qui fût utile à ma famille, et qui ne le fût pas à ma patrie, je chercherais à l’oublier. Si je savais quelque chose utile à ma patrie, et qui fût préjudiciable à l’Europe, et au genre humain, je la regarderais comme un crime.

– Oeuvres, Volume 2 – página 584, de Charles-Louis de Secondat de Montesquieu, 1817
  • “Eu sou necessariamente um homem, e eu sou francês apenas por acaso.”
– je suis nécessairement homme, et que je ne suis Français que par hasard

– Politique de Montesquieu‎ – Página 303, Charles de Secondat Montesquieu (baron de), Compilado por Jean Ehrard, Editora A. Colin, 1965 – 331 páginas
  • “Quase todas as monarquias foram instituídas na ignorância das artes e destruídas porque as cultivaram demais”.
– presque toutes les monarchies n’ont été fondées que sur l’ignorance des arts , et n’ont été détruites que parce qu’on les a trop cultivés.

– Oeuvres complètes de Montesquieu: Lettres persanes‎ – Página 234, Charles de Secondat Montesquieu – 1799
  • “Um homem não é infeliz porque tem ambições, mas porque elas o devoram.”
– un homme n’est pas malheureux parce qu’il a de l’ambition, mais parce qu’il en est dévoré

– Œuvres complètes de Montesquieu: Discours, lettres, voyage à Paphos‎ – Volume 7, Página 180, Charles de Secondat Montesquieu (baron de) – Garnier frères, 1879
  • “A amizade é um contrato segundo o qual nos comprometemos a prestar pequenos favores para que no-los retribuam com grandes.”
– L’amitié est un contrat par lequel nous nous engageons à rendre de petits services à quelqu’un, afin qu’il nous en rende de grands.

– Pensées et fragments inédits de Montesquieu, Volume 2‎ – Página 109, Charles de Secondat Montesquieu (baron de) – G. Gounouilhou, 1901 ((2062. III, f° 342))

“Se os triângulos tivessem um deus, ele teria três lados.”

– fi les Triangles faifoient un Dieu, ils lui donneroient trois côtés.

– Carta LVII (1714), in: “Lettres persanes”, Volume 1‎ – Página 134, Charles Louis de Secondat de Montesquieu – Pierre Marteau, , 1730, 4a. ed. – 170 páginas
  • “Quanto menos os homens pensam, mais eles falam; e as mulheres falam mais que os homens por força de ociosidade, elas não tem o que pensar”
– Moins on pense , plus on parle : ainsi les femmes parlent plus que les hommes; à force d’oisiveté, elles n’ont point à penser.

– Oeuvres complètes de Montesquieu … avec des notes d’Helvétius sur L’esprit des lois..: tome douzième – Página 208, Charles Louis de Secondat Montesquieu (Baron de), Claude Adrien Helvétius – chez Pierre Didot l’aine, 1795 – 240 páginas

Atribuídas

  • “A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos.”
– Une injustice, faite à un seul, est une menace pour tous les autres

– como citado em “Devoirs du chef: déontologie et psychologie professionnelle …”‎ – Página 102, Max Lambert – Presses Universitaires de France, 1942, 2a. ed. – 206 páginas
  • “Para se fazer grandes coisas não se deve estar acima dos homens, mas junto deles.”
– Pour faire de grosses choses, il ne faut pas être au dessus des hommes, il faut être avec eux.

– como citado em “Associations transnationales”, Volume 36‎ – Página 310, Union of International Associations – 1984
  • “A família virtuosa é um barco que, nas tormentas, fica preso por duas âncoras: religião e costumes.”
– Une famille vertueuse est un vaisseau tenu pendant la tempête, par deux ancres, la Religion & les Mœurs.

– Montesquieu in: Esprit des Loix; citado em Dictionnaire de pensées ingénieuses, tant en vers qu’en prose, des meilleurs écrivains françois – Página 512, Blaise-Louis Pelée de Chenouteau – La veuve Duchesne, 1773, 1121 páginas
  • “A crença de ser a juventude a época mais feliz da vida é baseada numa falácia. A pessoa mais feliz é aquela que tem os pensamentos mais interessantes. Assim, podemos tornarmo-nos mais felizes na medida em que nos tornamos mais velhos.”
– Montesquieu citado em Citações da Cultura Universal – página 503, Alberto J. G. Villamarín, Editora AGE Ltda, 2002, ISBN 8574970891, 9788574970899, 574 páginas

FONTES

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