O trabalho do historiador envolve a análise crítica de fontes variadas, como documentos, artefatos, relatos orais e registros, para construir narrativas coerentes sobre o passado. Como destacou bem a historiadora e professora Emília Viotti da Costa: “Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado.”. Essa busca por vestígios permite que a história não seja apenas uma coleção de eventos, mas uma ferramenta para entender os desafios e as conquistas humanas.
Assim, a data é dedicada a homenagear os profissionais que pesquisam, interpretam e reescrevem o passado. O principal propósito, é destacar a importância do historiador para a compreensão da nossa própria identidade e das complexidades das sociedades ao longo do tempo.
A criação do Dia do Historiador foi oficializada em 2009. A escolha da data é uma homenagem a Joaquim Nabuco, um dos primeiros e mais importantes historiadores brasileiros, nascido em 19 de agosto de 1849. Além de sua contribuição para a história, Nabuco foi um dos principais ativistas pela abolição da escravidão no Brasil, usando sua influência e escrita para combater a injustiça.
Nabuco também foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, consolidando seu legado como uma figura multifacetada que contribuiu imensamente para a cultura, a política e a historiografia do Brasil. Foi dele o discurso inaugural da ABL. Certa vez, ilustrando com sapiência e humildade a posição da humanidade no Planeta, disse: “A borboleta nos acha pesados; o pavão, mal vestidos; o rouxinol, roucos; e a águia, rastejantes.”


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