A celebração marca o nascimento de São João Batista, primo de Jesus de Nazaré. Segundo a tradição cristã, João foi o profeta que anunciou a vinda do Messias e o batizou no rio Jordão. A Bíblia narra que João nasceu seis meses antes de Jesus, e essa antecedência é um dos motivos para a data de sua celebração ser em 24 de junho. A Festa Junina no início, se chamava Festa Joanina.
A tradição da fogueira, um dos símbolos mais marcantes da festa junina, também tem uma lenda cristã associada. Conta-se que Isabel e Maria teriam combinado que, quando João nascesse, Isabel acenderia uma grande fogueira no alto de um monte para avisar Maria sobre o nascimento e a chegada de seu afilhado.
Com a cristianização da Europa, a Igreja Católica, em vez de proibir completamente essas festividades, as ressignificou, associando-as a santos e datas importantes do calendário cristão. Assim, a celebração do solstício foi gradualmente assimilada às festividades de São João, São Pedro e Santo Antônio, dando origem às populares Festas Juninas.
O Dia de São João é mais do que uma simples festa religiosa; é um momento de união, celebração e preservação da cultura popular. As quermesses, as quadrilhas, as simpatias, as canções e as comidas típicas como pamonha, canjica e bolo de milho, são elementos que reforçam a identidade de um povo e a riqueza de suas tradições. A fogueira, que outrora serviu como aviso, hoje aquece os corações e ilumina a noite em uma das festas mais encantadoras do calendário brasileiro. No Brasil, essas tradições desembarcaram com os colonizadores portugueses e, ao longo dos séculos, se fundiram com elementos da cultura indígena e africana, criando a riqueza e a diversidade que vemos hoje nas festividades juninas.


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