Data de reflexão e mobilização em defesa dos direitos das pessoas com sofrimento mental. Sua origem remonta a um evento histórico que ecoou por todo o país, impulsionando uma transformação radical na forma como a sociedade e o sistema de saúde abordam a saúde mental.
Em 18 de maio de 1987, na cidade de Bauru, interior de São Paulo, trabalhadores da saúde mental e usuários dos serviços realizaram o Encontro Nacional de Trabalhadores da Saúde Mental, contra as instituições psiquiátricas da época, muitas vezes chamadas de “depósitos de doentes”, repletos de práticas desumanas, violência, isolamento e pela negação da cidadania das pessoas com transtornos mentais.
Inspirados por movimentos internacionais, como a Psiquiatria Democrática italiana liderada por Franco Basaglia, os participantes do encontro em Bauru articularam a necessidade urgente de um novo paradigma de cuidado em saúde mental. Eles clamavam por serviços abertos, comunitários e humanizados, que respeitassem a dignidade, a liberdade e a autonomia dos indivíduos em sofrimento psíquico.
Daquele encontro histórico nasceu o Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, que elegeu o dia 18 de maio como um símbolo da luta por uma sociedade sem manicômios. A data representa a busca por um cuidado que promova a inclusão social, o acesso aos direitos e o tratamento em liberdade, rompendo com a lógica de exclusão e segregação que caracterizava o modelo manicomial.


Deixe um comentário